Fotheringay


Em 1969, influenciada por Trevor Lucas, Sandy Denny decide deixa o grupo Fairport Convention para formar a banda Fotheringay.

A banda conta com Trevor Lucas e Gerry Conway ex-membros da banda Eclection, Jerry Donahue e Pat Donaldson ex-membros da banda Poet and the One Man Band e Sandy Denny formando o quinteto. Em 1970 lançam o primeiro e único álbum da banda.

O disco teve cincos composições de Sandy, uma de Trevor e alguns covers, incluindo a canção Too Much of Nothing de Bob Dylan. O disco teve um ótimo resultado e foi bem recebido, mas com a vida tempestuosa do casal Sandy e Trevor – já casados – que envolvia drogas e álcool, e pressionados pela gravadora, decidem por fim ao grupo.

Fotheringay se separou em janeiro de 1971, durante as sessões do segundo álbum.

No século 21, o guitarrista Jerry Donahue, com a ajuda do baixista Pat Donaldson e o baterista Gerry Conway, únicos membros vivo, trabalharam nas fitas originais das gravações do que seria o segundo algum da banda. Cuidadosamente identificaram e montaram as melhores partes. Não foi dito explicitamente o uso de overdubbing durante a reconstituição do álbum, no entanto, sim, foi utilizado.

O Fotheringay 2 foi lançado em setembro de 2008.

Texto | Folk'n Blues

1970 | FOTHERINGAY

01. Nothing More
02. The Sea
03. The Ballad Of Ned Kelly
04. Winter Winds
05. Peace In The End
06. The Way I Feel
07. The Pond And The Stream
08. Too Much Of Nothing
09. Banks Of The Nile
10. Two Last Weeks In Summer (Bonus Track)
11. Gypsy Davey (Bonus Track)

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2008 | FOTHERINGAY 2

01. John The Gun
02. Eppie Moray
03. Wild Mountain Thyme
04. Knights Of The Road
05. Late November
06. Restless
07. Gypsy Davey
08. I Don't Believe You
09. Silver Threads And Golden Need
10. Bold Jack Donahue
11. Two Weeks Last Summer

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Bread


Bread foi uma banda norte-americana de rock, formada em 1968, em Los Angeles, na Califórnia. O grupo foi um dos mais populares do início da década de 1970, que se notabilizou por belas composições melódicas e harmonia bem trabalhada.

O Bread foi formado em 1968, a partir do encontro entre David Gates e Jimmy Griffin. Acrescidos da presença de Robb Royer, o grupo começou a tocar nos bares de Los Angeles e contratado pela gravadora Warner/Elektra - inicialmente apenas para ser uma banda de estúdio. O baterista Mike Botts se juntou a eles em seguida.

O primeiro single da banda, "Make It With You", alcançou o primeiro lugar da parada norte-americana da Billboard, em 1970. O sucesso inesperado com o álbum "Bread", de 1969, fez com que a banda começasse a realizar apresentações ao vivo pelos Estados Unidos.

O soft-rock de fácil assimilação conquistou as paradas norte-americanas, com destaque para "If", "Everything I Own", "Baby I'm-A Want You", "Guitar Man,"Diary e "Aubrey". Ao mesmo tempo, criou-se um choque de egos entre seus componentes Gates e Griffin. A banda iria acabar em 1973.

Três anos mais tarde, reencontraram-se para lançar um último trabalho, "Lost Without Your Love", também bem recebido pela crítica e público.

Texto | Som 13

1969 | BREAD

01. Dismal Day
02. London Bridge
03. Could I
04. Look At Me
05. The Last Time
06. Any Way You Want Me
07. Move Over
08. Don't Shut Me Out
09. You Can't Measure The Cost
10. Family Doctor
11. It Don't Matter To Me
12. Friends And Lovers

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1970 | ON THE WATERS

01. Why Do You Keep Me Waiting
02. Make It With You
03. Blue Satin Pillow
04. Look What You've Done
05. I Am That I Am
06. Been Too Long on the Road
07. I Want You With Me
08. Coming Apart
09. Easy Love
10. In the Afterglow
11. Call on Me
12. Other Side of Life

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1971 | MANNA

01. Let Your Love Go
02. Take Comfort
03. Too Much Love
04. If
05. Be Kind To Me
06. He's A Good Lad
07. She Was My Lady
08. Live In Your Love
09. What A Change
10. I Say Again
11. Come Again
12. Truckin'

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1972 | BABY I'M-A WANT YOU

01. Mother Freedom
02. Baby I'm-A Want You
03. Down On My Knees
04. Everything I Own
05. Nobody Like You
06. Diary
07. Dream Lady
08. Daughter
09. Games Of Magic
10. This Isn't What The Governmeant
11. Just Like Yesterday
12. I Don't Love You

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1972 | GUITAR MAN

01. Welcome To The Music
02. The Guitar Man
03. Make It By Yourself
04. Aubrey
05. Fancy Dancer
06. Sweet Surrender
07. Tecolote
08. Let Me Go
09. Yours For Life
10. Picture In Your Mind
11. Don't Tell Me No
12. Didn't Even Know Her Name

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1977 | LOST WITHOUT YOUR LOVE

01. Hooked On You
02. She’s The Only Love
03. Lost Without Your Love
04. Change Of Heart
05. Belonging
06. Fly Away
07. Lay Your Money Down
08. The Chosen One
09. Today’s The First Day
10. Hold Tight
11. Our Lady Of Sorrow

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2006 | DEFINITIVE COLLECTION

CD 1
01. Dismal Day
02. London Bridge
03. Any Way You Want Me
04. The Last Time
05. Friends And Lovers
06. Make It With You
07. Look What You've Done
08. I Want You With Me
09. Why Do You Keep Me Waiting
10. Call On Me
11. It Don't Matter To Me
12. Let Your Love Go
13. If
14. Too Much Love
15. He's A Good Lad

CD 2
16. Take Comfort
17. Truckin'
18. Mother Freedom
19. Baby I'm-A Want You
20. Down on My Knees
21. Daughter
22. Everything I Own
23. Diary
24. The Guitar Man
25. Aubrey
26. Fancy Dancer
27. Sweet Surrender
28. Lost Without Your Love
29. She's The Only One
30. Hooked On You

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Malo


O Malo conseguiu uma certa reputação na primeira metade dos anos 70 graças a três motivos. Primeiro: o líder da banda era Jorge Santana, irmão de Carlos Santana. Segundo: emplacaram um hit: “Suavecito”, faixa presente nesse álbum de estréia dos rapazes. Terceiro: a maravilhosa capa desse disco em questão.

Amor Índio é o nome dessa pintura do mexicano Jesus Helguera, criada em 1954. Aqui um guerreiro asteca é flagrado no momento em que se prepara para beijar sua amada. O cenário é pesado e ao mesmo tempo belo. O céu por trás do casal está tempestuoso, enquanto a garota está abraçada num cervo bebê. No chão, um pássaro recém abatido pelo guerreiro agoniza, se contrapondo com a ternura dos olhos fechados da garota.

Jesus Helguera nasceu em 1910 e logo cedo se destacou nas aulas de arte. Morou na Espanha e lá foi contratado para ilustrar vários livros de arte com suas pinturas dramáticas. De volta ao México (fugindo de uma guerra civil na Espanha), Helguera passou a estudar a fundo a história de seu país, suas origens e a mitologia Asteca. Tudo isso passou a refletir nos seus trabalhos. Muitos calendários mexicanos estampavam as ilustrações de Helguera. Inclusive na América, quase todos os jovens descendentes de mexicanos passaram suas vidas mudando as folhas de calendários ilustrados com as pinturas de Helguera.

Quando o álbum do Malo foi lançado em 1972, ficou fácil associar aquela capa com a tradição e os costumes mexicanos, que era obviamente o intuito do grupo de Jorge Santana. A gravadora (Warner) sacou a bela jogada e todo o material promocional que acompanhava o álbum, como anúncios, cartazes e camisetas, traziam a pintura de Helguera, um artista que através de sua obra imortalizou a mitologia Asteca, a Virgem de Guadalupe e uma banda de rock chamada Malo.

Texto | Bento Araújo

1972 | MALO

01. Pana
02. Just Say Goodbye
03. Cafe
04. Nena
05. Suavecito
06. Peace

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The Ship


No final de 1970, Mark Hamby e seu amigo Steve Reinwand (Billy Panda) conheceram a Steve Melshenker e Steve Cowan no Red Herring Folk Festival. A princípios de 1971, Cowan convida Billy, Hamby e seu outro amigo Todd Bradshaw para se juntar ao projeto "The Ship" que Melshenker e Cowan estavam preparando.

Em abril de 1971, Melshenker e Cowan terminam as composições e o grupo realiza as primeiras apresentações do "The Ship" no Channing-Murray. Depois das apresentações, o grupo decide trabalhar mais nos arranjos instrumentais e vocais para só depois realizar mais alguns concertos. No início de 1972 a Elektra Records contrata o lendário produtor Gary Ushe, que já havia trabalhado com The Byrds e Beach Boys para assumir o projeto, e em outubro do mesmo ano, The Ship é lançado oficialmente pela Elektra Records.

O álbum se trata de uma opera folk que narra as diferentes etapas e emoções de um marinheiro em suas viagens pelo oceano. Toda uma epopéia interpretadas em lindas composições. No ano seguinte o grupo sofreu grandes modificações, os cabeças Melshenker e Cowan deixaram o grupo, Mark Hamby assumiu a banda e James Barton entrou para o grupo.

No começo de 1974, o grupo começa a trabalhar em canções com guitarras elétricas e Bobby Carlin entra para a banda como o primeiro bateristas do grupo, mas só permanece na banda por alguns meses e depois dá lugar a Jeff James. Em 1975 o grupo decide produzir um novo álbum, mas em agosto do mesmo ano, a banda sofre outra modificação, Todd Bradshaw deixa e banda e da lugar Rick Frank para assumir o baixo.

As gravações do Tornado progrediram até a primavera de 1976 e logo em seguida foi lançado. Em abril de 1977 a banda decide fazer uma pequena pausa, como algumas bandas costumam fazer, esta pausa teve uma duração de 31 anos. A banda só veio a se reunir novamente em 2008.

Texto | Folk'n blues

1972 | CONTEMPORARY FOLK MUSIC JOURNEY

01. The Ship
02. The Order
03. Innocence
04. The Man
05. The Calm
06. The Storm
07. Lost
08. The Island
09. The Reason
10. The Return
11. The Ship

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1976 | TORNADO

01. Midnight Madness
02. Minnesota Dawn
03. Gwin
04. Hold On To Love
05. Lost Weekend Farewell
06. Three Days
07. Balboa
08. Tornado
09. Mile After Mile
10. Over My Love
11. Your Backyard

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Sá & Guarabyra e O Terço | Nunca


Primeiro disco da dupla, após os dois discos exitosos com Zé Rodrix. O LP mantêm o vigor do rock rural, com temas de viagem, de partida e retorno entre a cidade e o campo, indo da balada e chegando até a pitadas do rock progressivo.

Claro que a participação de O Terço, com a sua formação áurea, e as orquestrações de Rogério Duprat e Eduardo Souto Neto, dão um brilho a mais ao trabalho.

Texto | Criatura de Sebo

1974 | NUNCA

01. As Canções Que Eu Faço
02. Segunda Canção Da Estrada
03. Justo Momento
04. São Nicolau
05. Verão Do Cometa
06. Esses Cabides Vazios
07. Nuvens D´ Água
08. Divina Decadência
09. Voar É Como O Passarinho
10. Apreciando A Cidade
11. Terras Do Sul
12. Coisa A Toa

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Linda Hoyle

Extremamente bom, um clássico ro rock progressivo

Excelente álbum, o único registro de Linda após deixar os vocais do Affinity.

Pouco após a sua saída da banda, ela entrou em contato com o tecladista Karl Jenkins (futuro membro do Soft Machine), e passaram meses compondo material juntos. As fortes influências de Linda por jazz, blues e soul, casaram perfeitamente com a competência de Karl como músico de jazz.

Juntando-se a ambos um excelente time de músicos, o resultado só poderia ter sido mesmo bom. Pieces of Me é um mergulho de Linda no fundo de sua identidade, tanto musical como pessoal (as letras falam muito de sua vida). E o instrumental é um arraso, além da produção ter sido excelente, deixando o som muito limpo. É um dos melhores discos de jazz-rock da época, embora seja muito pouco conhecido.

A abertura com Backleash Blues, de Nina Simone, é um show vocal de Linda e da guitarra de Chris Spedding, numa irresistível levada de blues pesado. Depois, a bela balada Paper Tulips, com orquestra, e Karl no oboé.

O disco segue assim, como uma música mais agitada intercalando com uma lenta. Black Crow é um belo rock, com um instrumental bem hard. A faixa título é uma tijolada, pesadíssima, anárquica mesmo, que irá surpreender muito fã de rock experimental, tem até alguns fraseados de guitarra que lembram Robert Fripp.


Um dos grandes momentos é Hymn to Valerie Solanas (onde Linda fala de problemas que teve no meio musical - vide a citação "it's a mans' world" no refrão), um blues hipnótico, levado no piano elétrico de Karl, no qual Linda faz uma das mais perfeitas interpretações de sua carreira. A música ainda tem uma gaita, não creditada no encarte.

Mas as duas melhores do disco, na minha opinião, são The Ballad of Morty Mole (uma delicada balada, onde uma voz suave de Linda parece flutuar por sobre o piano e a contida, mas excelente cozinha baixo-bateria) e Journey's End (um rock com uma melodia belíssima e emocionante, e uma letra que fala dos problemas que Linda teve com drogas). Ao ouvir músicas como esta, é difícil se conformar com o fato de que, após este excelente disco, Linda sumiu do meio musical.

E, olha, ela faz muita falta. Quem sabe a atual onda de revival dos anos 70 não a traga de volta ao show business?

Só nos resta torcer.

Texto | Marcello Rothery

1971 | PIECE OF ME

01. Backlash Blues
02. Paper Tulips
03. Black Crow
04. For My Darling
05. Pieces Of Me
06. Lonely Women
07. Hymn To Valerie Solanas
08. The Ballad Of Morty Mole
09. Journey's End
10. Morning For One
11. Barrel House Music

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Folque


Jenn Mortensen | vocals
Lars Heljesen | vocals, guitar
Øyvind Rauset | fiddle
Morten Bing | mandolin, dulcimer, guitar
Eilif Amundsen | bass, banjo
Morten Jacobsen | drums


1978 | DANS, DANS, OLAV LILJEKRANS

01. Dans, Dans, Olav Liljekrans
02. Holterilen
03. Blind-Fredriks Vise
04. Liti Kari
05. Beire Ti'e No?
06. Kjalstadguten
07. Margjit Og Tarjei Risvollo
08. Sol Bakom Skyan
09. St. Stefans Vise

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Fito Paez | Circo Beat

Circo Beat é o álbum sucessor do El amor después del amor, que é o álbum mais vendido da história do rock argentino. Assim, as expectativas eram grandes antes mesmo do lançamento deste álbum. Com hits de ampla difusão nas radios, como "Mariposa Tecknicolor" e "Tema de Piluso", o álbum teve uma vendagem de 350.000 copias, tornando-o assim o segundo álbum com maior exito no ano de 95, na Argentina.

A faixa "Tema de Piluso" foi escrita pelo Fito Páez em homenagem ao seu conterrâneo, o falecido humorista Alberto Olmedo.

Nesse álbum, Fito parece fazer uso da mesma fórmula conceitual de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, disco antológico dos Beatles lançado em 1967. Além de canções que se emendam e se articulam, o disco traz referências à obra dos Beatles e também à Commedia dell'arte. A canção Circo Beat, por exemplo, abre o disco imitando o anfitrião da Commedia dell'arte e, ao mesmo tempo, é similar às boas-vindas que a "Banda dos Corações Solitários do Sargento Pimenta" faz na abertura do disco dos Beatles.

Já ao final da penúltima canção o anfitrião retorna, encerrando a apresentação – tal como acontece em Sgt. Peppers (reprise) no disco dos Beatles. E ambos os álbuns são concluídos com canções reflexivas, Nada del mundo real no caso de Fito e a genial A Day in the Life pelos Beatles. Além disso, outras referências podem ser encontradas no naipe de metais em El jardin donde vuelan los mares, no caleidoscópio citado em Si Disney despertase, nos fragmentos de letras em inglês usados por Fito, no tom memorialista de Normal 1 e Lo que el viento nunca se llevo e ainda no fato de Mariposa Tecknicolor estar na mesma posição de With a Little Help from My Friends e poder ser lida como uma resposta a essa canção dos Beatles.

Outro fato interessante a se perceber, é que ambos os discos possuem 13 faixas.

Por fim, o nome do disco (Circo Beat), que parece ser um jogo de palavras que aludem a atmosfera circense de ambos os álbuns, junto a uma referência aos Beatles (chamados aqui carinhosamente de 'Beat').

Texto | Wikipédia

1994 | CIRCO BEAT

01. Gotta Find a Way
02. Castle of Thoughts
03. Fatback
04. Double Cross
05. Timepiece
06. Wicked Truth
07. Gimmie Your Head
08. Fantastic Piece of Architecture
09. Melvin Laid an Egg

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Egberto Gismonti


Esse é um disco que vale muito a pena conhecer, pois mostra Egberto no início de suas experimentações com orquestras. A música de abertura (Janela de Ouro) é um excelente exemplo das experimentações “gismontísticas”, com belíssimos arranjos e um bom gosto visceral.

Outro destaque é a elegância da sequência "Ciclone", "Indi" e “Sonho”, essa que posteriormente teve ótimas versões com letras (tanto em inglês quanto em português) de artistas como Elis Regina, Airto Moreira e Toots Thielmans. "Pêndulo" tem um arranjo bastante interessante, trabalhando com a idéia de dinâmica no som. Queria muito saber quem são os instrumentistas que tocam junto, especialmente o baixista (o cara merece aplausos).

É complicado escrever sobre essa obra sem se rasgar de elogios... Então pra evitar esse ato absolutamente desnecessário e redundante, prefiro que escutem e tirem suas próprias conclusões. por isso repito: Vale muito a pena conhecer esse disco!

Texto retirado do blog | Casa Forte Brasil

1970 | SONHO 70

01. Janela de Ouro
02. Parque Laje
03. Ciclone
04. Indi
05. Sonho
06. O Mercador de Serpentes
07. Lendas
08. Pêndulo
09. Lírica nº 1

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Caetano Veloso

Pela primeira vez, o nome de Caetano Veloso estampava sozinho a capa de um long play. Não está errado quem diz que o disco, apesar dos bons momentos, é mais revolucionário que bem-sucedido. Contudo, trata-se de um início importante, uma vez que o álbum homônimo de 1968 estabelece as diretrizes da obra que, desde então, vem sendo construída pelo compositor.

A canção de abertura, “Tropicália”, pode ser entendida como manifesto do projeto tropicalista, iluminando, em consequência, todo o repertório do disco. A emblemática “Alegria, Alegria” irrompe pouco depois, realizando, na prática, a síntese cultural anunciada na canção-manifesto. Destacam-se, também, as faixas “Onde Andarás”, parceria com o poeta Ferreira Gullar, “Soy Loco por Tí América”, de Gilberto Gil e José Carlos Capinam, e “Eles”, representação irônica e perspicaz do conservadorismo brasileiro.

A idéia de ter guitarras e teclados transitando em meio a canções nitidamente escritas para acompanhamento ao violão resulta em uma sonoridade confusa, indeterminada. Os instrumentos elétricos ainda soam, aqui, como enxertos necessários à realização da estética tropicalista. No entanto, vale ressaltar a importância dessa iniciativa diante da pretenção MPBista de isolar a cultura nacional em busca de uma essência fantasiosa e politizante (haja vista que, em 1967, tivemos uma “Passeata Contra a Guitarra Elétrica” em São Paulo).

Caetano Veloso nos apresenta um disco cuidadosamente pensado, ainda que não satisfatoriamente realizado. As canções, ambiciosas em seu aspecto poético, não encontram uma contraparte musical adequada. Enfim, as indeterminações do disco são resultado de uma tensão não resolvida, ou mal resolvida, entre os elementos locais e universais que alimentaram sua feitura.

Por | Pedro Martins

1968 | CAETANO VELOSO

01. Tropicália
02. Clarice
03. No Dia Em Que Eu Vim-Me Embora
04. Alegria, Alegria
05. Onde Andarás
06. Anunciação
07. Superbacana
08. Paisagem Útil
09. Clara (com Gal Costa)
10. Soy Loco Por Tí, América
11. Ave Maria
12. Eles

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Bloodrock


Bloodrock é uma banda formada no Texas, EUA, inicialmente um trio tocavam covers e no fim dos anos 60 resolvem gravar material próprio.

Descobertos pelo produtor Terry Knight que pra quem não está associando o nome a pessoa foi o cara que em 63 levou o som dos Stones pra américa quando DJ e produziu o Grand Funk Railroad mais tarde. Terry Knight produziu os três primeiros discos dos caras lançando-os no circuito de festivais ao lado do Grand Funk e a banda fez enorme sucesso arrebatando mais fãs a cada show.

Apesar de não tocarem nas rádios os caras acabaram se tornando uma essencial banda cult principalmente para as tropas americanas que serviam no Vietnan. A banda se tornou mais conhecida com a música “DOA” que na tradução livre quer dizer “Mortos na Chegada” sobre um acidente de avião, música essa que se tornou seu único grande hit alcançando a posição 36 da Bilboard em janeiro de 71.

A banda era considerada tecnicamente competente mas seu produto foi considerado pouco original pelos críticos levando-os a não obter o sucesso esperado o que acabou acarretando seu fim precoce. O som dos caras é caracterizado pelo peso característico das bandas da epóca como Grand Funk Railroad, Black Sabbath e Sir Lord Baltmore. As letras eram cínicas e vulgares tratando de temas como alienação, vingança e o modo de vida americano, temas que serial fartamente abordadas na cena Punk Rock mas que pareciam fora de lugar em plena era pós-Woodstock. As músicas que foram eleitas como favoritas pelos fãs foram “Kool-Aid Kids,” “Gotta Find a Way”, “Castle of Thoughts”, “Breach of Lease”, “Cheater”, “D.O.A.”, e “Lucky in the Morning.”

No fim de 72 depois de 4 bons discos o vocalista original Jim Rutledge sai da banda e é substituido por Warren Ham que mais tarde veio a formar uma banda de rock cristão de nome Kerry Livgren ’s Christian. Com ele a banda lançou dois discos que foram “Passage” e “Whirlwind Tongues” onde os caras se afastaram bastante do Hard pesadão inicial indo em direção ao progressive rock, pop e jazz, uma reminiscência de artistas como Jethro Tull, Todd Rundgren e Traffic.

Durante as performances ao vivo com Warren Ham a banda evitava tocar as músicas com temas mais mórbidos como “Whiskey Vengeance” e “DOA”.
Curiosamente a banda enveredou por temas esquerditas ou mesmo marxistas em canções como “The Power”. Em 2000 saiu uma versão em CD tripla que inclui os dois discos com Warrem Ham e mais um álbum não lançado anteriormente de nome “Unspoken Words” gravado em meados de 1974 antes de sua dissolução oficial.

Em 2005 os caras se reuníram para um concerto com quatro dos seis membros originais (Jim Rutledge, Lee Pickens , Ed Grundy, Nick Taylor, Chris Taylor no lugar do baterista original Rick Cobb) em benefício do tecladista Stevie Hill, doente, não me pergunte do que, esse show com grande sucesso de público aconteceu em Ft.. Worth, Texas. Não há notícia de que dessa reunião saia novo álbum.

Texto retirado de | História do Rock

1970 | BLOODROCK

01. Gotta Find a Way
02. Castle of Thoughts
03. Fatback
04. Double Cross
05. Timepiece
06. Wicked Truth
07. Gimmie Your Head
08. Fantastic Piece of Architecture
09. Melvin Laid an Egg

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1970 | BLOODROCK 2

01. Lucky in the Morning
02. Cheater
03. Sable and Pearl
04. Fallin
05. Children’s Heritage
06. Dier Not a Lover
07. D.O.A.
08. Fancy Space Odyssey

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1971 | BLOODROCK 3

01. Jessica
02. Whiskey Vengeance
03. Song for a Brother
04. You Gotta Roll
05. Breach of Lease
06. Kool-Aid-Kids
07. A Certain Kind
08. America, America

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1971 | USA

01. It’s a Sad World
02. Don’t Eat the Children
03. Promises
04. Crazy ’bout You Babe
05. Hangman’s Dance
06. American Burn
07. Rock & Roll Candy Man
08. Abracadaver
09. Magic Man
10. Erosion

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1972 | LIVE

01. Castle of Thoughts
02. Breach of Lease
03. Lucky in the Morning
04. Kool-Aid-Kids
05. D.O.A.
06. You Gotta Roll
07. Cheater
08. Jessica
09. Gotta Find a Way

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1972 | PASSSAGE

01. Help is on the Way
02. Scottsman
03. Juice
04. The Power
05. Life Blood
06. Days and Nights
07. Lost Fame
08. Thank You Daniel Ellsberg
09. Fantasy

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1974 | WHIRLWIND TONGUES

01. It’s Gonna Be Love
02. Sunday Song
03. Parallax
04. Voices
05. Eleanor Rigby
06. Stilled By Whirlwind Tongues
07. Guess What I Am
08. Lady of Love
09. Jungle

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1989 | DEAD ON ARRIVAL

01. Gotta Find a Way
02. Wicked Truth
03. Melvin Laid an Egg
04. Lucky in the Morning
05. Sable and Pearl
06. Jessica
07. Breach of a Lease
08. It’s a Sad World
09. Hangman’s Dance
10. D.O.A (Live)
11. Help is on the Way
12. Scotsman
13. Eleanor Rigby (The Beatles Cover)
14. Stilled in Whirtwind Tongues

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Cilibrinas do Éden


No mundo da música, se tornam folclore as histórias de “álbuns perdidos”, discos que foram gravados, mas não foram lançados durante anos, ou mesmo só “vazaram” para o público através de edições piratas. “Smile”, dos Beach Boys, “Cocksucker Blues”, dos Rolling Stones (esse, no caso, apenas um single), “The Ties That Bind”, de Bruce Springsteen & E Street Band, “Tecnicolor”, d’Os Mutantes e “Black Album”, do Prince, são alguns exemplos que nos levam a preciosidade presente neste texto.

Em 1972, Rita Lee estava confusa. Ela já tinha dois discos solos na bagagem que não cortavam o cordão umbilical com Os Mutantes – o primeiro, “Build Up”, de 1970, havia sido produzido por Arnaldo Baptista e Rogério Duprat, e o segundo, “Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida”, de 1972, era um disco d’Os Mutantes creditado a ela – mas havia finalmente deixado a banda (ou, segundo a própria, convidada a se retirar) e não queria aceitar o conselho do diretor da gravadora Phillips, André Midani, de sair em carreira solo.

Rita era amiga de Lucia Turnbull, uma paulistana que, como ela, havia morado dois anos em Londres, e também participado das gravações de “Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida” fazendo vocais. Com Lucia, Rita Lee decidiu formar a dupla Cilibrinas do Éden, buscando uma sonoridade calcada em violões e nos doces vocais de ambas, que soavam maravilhosamente bem juntos. “Cilibrina”, na gangue d’Os Mutantes, era a palavra código para maconha.

A dupla negociou um contrato com a gravadora, e logo foi escalada para tocar no mega-show Phono 73, um festival de música realizado no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo, entre os dias 10 e 13 de maio de 1973, que reuniu todo o elenco de contratados da Phillips, ou seja, o “crème de la crème” da música brasileira da época (a lista, imensa, trazia Caetano, Chico Buarque, Elis Regina, Jorge Ben, Raul Seixas, Wilson Simonal, Fagner, Erasmo Carlos, Gal Costa, Jards Macalé, Ronnie Von, Odair José e muitos, muitos outros).

E a estreia da Cilibrinas do Éden, numa quinta-feira, 10 de maio, abrindo para Os Mutantes, não poderia ter sido… pior. Com músicas desconhecidas, vaias retumbantes soaram durante a apresentação das moças no Anhembi. Rita sacou ali que o público não aceitaria bem um som tão acústico, e tratou de montar uma banda mais rock n’ roll, afinal, os tempos não estavam para sutilezas. Rita encontrou o Lisergia, grupo do guitarrista Luis Sérgio Carlini e do baixista Lee Marcucci, e partiu para o processo de composição e gravação do álbum d’as Cilibrinas.

O disco deveria se chamar “Tutti Frutti”, e as gravações ocorreram ao vivo em dezembro de 1973, no estúdio Eldorado, em São Paulo, sob coordenação de Liminha, em sua primeira produção. O resultado não agradou André Midani, que preferia muito mais Rita Lee solo do que um novo grupo, e vetou o projeto antes do disco ir para a fábrica. Antonio Bivar, então habitué da corte de Rita, conta que a produção foi caótica, divertida e amadora, e se a gravação não chegou ao mercado, tem como mérito ter servido para formar o que seria o embrião da nova banda de Rita Lee, a Tutti Frutti.

A única música aproveitada das sessões d’As Cilibrinas, e regravada para o LP de estreia de Rita Lee com o Tutti Frutti (“Atrás do Porto Tem uma Cidade”, 1974) foi “Mamãe Natureza”, justamente o primeiro clássico de sua carreira solo. Nesse disco, uma música foi o pivô da saída de Lucia Turnbull da banda: “Menino Bonito” tinha uma levada totalmente a lá Cilibrinas, com duas vozes e violões. Qual não foi a surpresa quando o disco ficou pronto, e à revelia da banda, a produção (de Mazola) apagou a voz de Lucia deixando apenas a de Rita com acompanhamento de pianos e cordas.

O sucesso só viria para Rita Lee e o Tutti Frutti, sem Lucia, no ano seguinte, em outra gravadora (Som Livre), e com outro LP (“Fruto Proibido”, de 1975, produzido por Andy Mills, também produtor de Alice Cooper), mas isso já é outro capítulo. Lucia Turnbull ainda participaria do disco/turnê “Refestança”, de Rita com Gilberto Gil, em 1977, e teria um certo reconhecimento emplacando “Aroma”, disco de 1980 lançado pela EMI-Odeon (e até hoje não relançado em CD).

Como um bom “álbum perdido”, a estreia d’As Cilibrinas do Éden circulou durante anos em fitinhas K7, nas mãos dos fãs mais descolados, e quase foi lançado oficialmente nos anos 2000 pelo pesquisador Marcelo Fróes, que esbarrou em questões financeiras, pois Lucia Turnbull, segundo entrevista ao jornal Folha de São Paulo, não aceitou a proposta de divisão de valores, alegando que o disco é de uma banda, não só de Rita, e o projeto foi engavetado.

Texto | André Fiori

1973 | CILIBRINAS DO ÉDEN

01. Cilibrinas Do Éden
02. Festival Divino
03. Bad Trip (Ainda Bem)
04. Vamos Voltar ao Princípio Porque Lá é o Fim
05. Paixão da Minha Existência Atribulada
06. Gente Fina é Outra Coisa
07. Nessas Alturas dos Acontecimentos
08. E Você Ainda Duvida
09. Minha Fama de Mau
10. Mamãe Natureza
11. Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Minha Vida
12. Mande um Abraço Para a Velha

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Arthur Verocai


O estilo de Athur Verocai pode ser comparado a Tim Maia e Jorge Ben. As músicas tem um toque de folk, mais do que uma pitada de funk, solos ao estilo de jazz, incríveis arranjos com 20 instrumentos de cordas, uma mistura de teclados em um clima de trilha sonora.

"Eu costumava ouvir Blood Sweat and Tears, Chicago, Stan Kenton, Wes Montgomery, Jimmy Web, Frank Zappa, Herbie Hancock, Bill Evans e Miles Davis, Milton Nascimento, Bossa Nova, entre outros" explica Arthur Verocai. "No Brasil, nós temos muitas influências musicais, e naquela época não havia um estilo que dominava o mercado. Nesse sentido, meu disco reflete uma busca e uma experimentação musical. Eu estava com um espírito bastante aventureiro nesse álbum e isso me levou a explorar novos caminhos para a melodia, harmonia e rítmo."

Verocai chegou para as gravações do disco de 1972 com alguns sucessos nas suas costas. Em 1971 havia produzido o disco "Agora", de Ivan Lins, fortemente influenciado pelo soul americano. Além disso, ele havia contribuído com alguns arranjos para gravações de Jorge Ben. "Eu também produzi dois LPs para a cantora Célia, pela Continental, e o presidente da gravadora ficou bastante satisfeito com os resultados. Ele me convidou para gravar um álbum com as minhas próprias composições e eu aceitei com a condição que eu pudesse escolher os músicos. A sessão de cordas completa era composta por 12 violinos, 4 violas e 4 violoncelos, sempre com um ou dois percussionistas. A ideia de misturar cordas com música contemporânea veio do meu desejo de percorrer novos caminhos. Eu acredito que o álbum é muito rico, tanto na quantidade, como na qualidade dos músicos." No time, lendas como Robertinho Silva, Pascoal Meireles, Luiz Alves, Paulo Moura, Edson Maciel, Oberdan Magalhães (Banda Black Rio), Nivaldo Ornelas (que acompanhava Milton Nascimento) e Toninho Horta.

Nascido Arthur Cortes Verocai, no Rio de Janeiro, em 17/6/1945, ele estudou música com Léo Soares, Darci Villaverde, Nair Barbosa da Silva, Roberto Menescal e Vilma Graça. Em 1966 Leny Andrade incluiu a música "Olhando o Mar" em seu disco "Estamos Aí". Dois anos depois Verocai participou do evento Musicanossa, que reuniu compositores, músicos e cantores em apresentações no teatro Santa Rosa, no Rio de Janeiro, paro o qual ele escreveu seus primeiros arranjos. As gravações ao vivo incluem as canções "Madrugada" e "Nova Manhã", compostas em parceria com Paulinho Tapajós.

Até 1968, Verocai ainda trabalhava como Engenheiro Civil. Mas, mesmo assim ele conseguia tocar e participar como arranjador nos maiores festivais brasileiros. Ele trabalhava com artistas como Paulinho Tapajós, Elis Regina e os Golden Boys. Em 1969 Verocai engrenou de vez na carreira de músico e arranjador. Nessa época, ele arranjou discos do Terço, Jorge Ben, Elizeth Cardoso, Gal Costa, Quarteto em Cy, MPB 4, Célia, Guilherme Lamounier, Nélson Gonçalves, Marcos Valle, entre outros. Também assinou a produção musical dos espetáculos "É a Maior" e "O Rio Amanheceu Cantando". Em 1970 ele começa a compor músicas incidentais e de abertura para programas de TV.

O disco de 1972 permitiu a Verocai levar seu interesse por música instrumental ainda mais longe. "Eu sempre quis compor trilhas sonoras em grande estilo, como no cinema, mas isso não era possível com meu trabalho na TV", diz ele. "Minha oportunidade apareceu quando eu estava gravando esse álbum. Eu criei uma célula rítimica em um violão junto com a linha melódica. Eu adicionei a linha de baixo, bem como bateria e percussão não convencionais, junto com uma leve orquestração de 4 trompetes e uma flauta, e um toque delicado das cordas (12 violinos, 4 violas e 4 violoncelos). Ao final da composição, Oberdam Magalhães tocou e cantou com sua flauta." O resultado é a faixa "Sylvia".

"Presente Grego" é talvez a faixa mais funk do álbum. "Essa música foi influenciada pelo soul e pelo funk americanos", diz Verocai. "Por volta de 1972, muitos músicos da minha geração tinham várias influências, que permitiam nos distanciar da música mais convencional. "Presente Grego" é uma expressão que vem do Cavalo de Tróia, um presente dos gregos que escondia os guerreiros que derrotariam os troianos. Como nossa ditadura militar que, sob a aparência de um governo correto, praticava a censura e a opressão", explica ele.

Somados aos elementos de funk e soul, o disco tem vários solos de artistas obviamente influenciados pelo jazz. Confira em "Pelas sombras" ou "Karina", onde os saxofones passeiam sobre os rítmos brasileiros. "Minhas preferências musicais vão de Bach e Villa-Lobos aos músicos de jazz como Tom Jobim, Milton Nascimento, Miles Davis, Herbie Hancock, Oscar Peterson, Wes Montgomery e Bill Evans", diz Verocai.

Nos anos que se seguiram ao lançamento desse álbum, Arthur Verocai se tornou um músico publicitário, criando jingles para clientes como Brahma, Fanta, Petrobrás, e Souza Cruz, chegando a ganhar o prêmio "Colunistas" por diversos trabalhos.

Lançou apenas mais dois álbuns com músias inéditas, em 2002 e 2008.

O limbo em que a carreira musical de Verocai havia caído foi rompido a partir de uma redescoberta de sua obra por (pasmem) rappers americanos, virando cult e sampleado por artistas como Ludacris e Little Brother. Como resultado, Verocai foi convidado para a gravação de um DVD em Los Angeles, com uma banda de 30 músicos brasileiros, para uma platéia de 1200 pessoas. O DVD faz parte do projeto Timeless, que reuniu alguns arranjadores que tiveram seus trabalhos resgatados pelo hip hop em CDs e DVDs.

Texto adaptado do site da | Gravadora Ubiquity

1972 | ARTHUR VEROCAI

01. Caboclo
02. Pelas Sombras
03. Sylvia
04. Presente Grego
05. Dedicada a Ela
06. Seriado
07. Na Boca do Sol
08. Velho Parente
09. O Mapa
10. Karina (Domingo no Grajaú)

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Plebe Rude


Banda formada nos anos 80 por Philippe Seabra, Gutje, André X e Jander Bilaphra. Phillipe Seabra nasceu em Washington DC, EUA e em Brasília criou a Plebe Rude, que juntamente com outras bandas da cidade, fizeram grande sucesso no cenário do rock brasileiro dos anos 80. Vivendo atualmente entre NY e Brasília, o músico tem uma banda chamada Daybreak Gentleman e continua seus trabalhos com a Plebe Rude.

1985 | O CONCRETO JÁ RACHOU
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Em Brasília, fizeram parte da turma da Colina, integrada por outras bandas como Aborto Elétrico (que posteriormente deu origem Capital Inicial e Legião Urbana), Blitx 64, Metralhas e outras. O estilo da banda, repleto de críticas sociais e políticas, reflete toda a cultura da época, porém com uma preocupação maior nas composições e elaboração dos arranjos e melodias. Por estes fatores, é considerado uma mistura do rock com a influência inglesa e sua invasão oitentista do new wave.

Plebe Rude era umas das mais famosas bandas de Brasília, uma marco importante foi quando a Plebe Rude e a Legião Urbana fizeram um show num festival de rock em Patos de Minas em 5 de Setembro de 1982, primeiro show da recém formada Legião Urbana, abrindo para a Plebe Rude. Após as apresentações, acabaram sendo presos por causa de suas letras, Plebe Rude por uma música chamada "Voto em Branco" e Legião Urbana pela "Música Urbana 2", mas todos acabaram soltos após a polícia local ser informada por eles mesmos que eram de Brasília, temendo que fossem filhos de políticos.

1987 | NUNCA FOMOS TÃO BRASILEIROS
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Plebe Rude chamava muita atenção por onde passava. Tocaram em todas as danceterias importantes do eixo Rio-São Paulo e ainda no legendário Circo Voador. E numa destas apresentações no Circo Voador conheceram Herbert Viana, que haviam “homenageado” na música “Minha Renda”. No princípio, o encontro entre os plebeus e o paralama foi tenso, mas logo Herbert sacou todo o inteligente sarcasmo da Plebe Rude e a partir daquele momento tornou-se um dos que mais ajudaram a Plebe a estourar nacionalmente.

Atualmente conta com Philippe Seabra, nas vozes e na guitarra, Clemente Nascimento, dos Inocentes, também nas Vozes e na Guitarra, André X, no baixo e nos vocais, e Marcelo Capucci na bateria.

Texto | Wikipédia