Cachorro Grande


Cachorro Grande é uma banda brasileira de rock and roll formada em 1999, na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Seus integrantes são Beto Bruno (vocal), Marcelo Gross (guitarra), Rodolfo Krieger (baixo), Pedro Pelotas (teclado) e Gabriel Azambuja (bateria). A primeira formação contava ainda com Jerônimo Lima "Bocudo" no baixo, que saiu para dar lugar a Krieger, após o lançamento do álbum Pista Livre e da gravação do Acústico MTV: Bandas Gaúchas, em 2005. A banda tem seis álbuns de estúdio lançados e um DVD ao vivo.

Beto Bruno, o vocalista, era dos Malvados Azuis, bem como o ex-baixista Jerônimo Bocudo, que hoje toca nos Locomotores. Rodolfo Krieger, baixista atual, já foi vocalista dos Gabardines e guitarrista e vocalista da banda Os Efervescentes. Marcelo Gross já tocou bateria na banda de Júpiter Maçã e n'Os Hipnóticos. Gabriel Azambuja e Pedro Pelotas fazem parte da sua primeira banda.

O nome Cachorro Grande foi sugerido por Beto Bruno. Logo depois, contou com o aval de Marcelo Gross e do restante da banda. A origem veio do fato que, no início da banda, ainda sem músicas próprias, fazia parte do repertório do grupo covers de bandas como The Rolling Stones, The Beatles e The Who. Para escolher quais canções tocar, era uma "briga de cachorro grande", expressão usada no Rio Grande do Sul para se referir a algo muito complicado. Então, o nome da banda ficou Cachorro Grande.

Em 2001 é produzido o primeiro álbum de estúdio da banda, homônimo, Cachorro Grande, que teve pouca divulgação. Lançado por uma gravadora pequena, não alcançou o grande público, mas levou-os a tocar em diversos festivais de bandas independentes ampliando assim a sua base de fãs. Ainda assim o disco contém canções que mais tarde se tornaram conhecidas como "Lunático", "Sexperienced" e "Debaixo do Chapéu".

Em 2004 lançam o seu segundo disco, As Próximas Horas Serão Muito Boas. Rejeitado anteriormente por outra gravadora sob pretexto de ser "não comercial", o projeto só foi em frente graças ao músico Lobão, que lançou o disco em sua revista OutraCoisa. A consequência foi uma maior distribuição, garantindo à banda maior visibilidade. O crescente sucesso a partir das músicas "Hey Amigo" e "Que Loucura!" despertou o interesse da gravadora Deckdisc, que assinou contrato com a banda.

Em 2005, é lançado o álbum Pista Livre, produzido por Rafael Ramos e masterizado no lendário estúdio Abbey Road, em Londres (o mesmo utilizado pelos Beatles), foi o disco que mais alcançou repercussão entre o público. Com maior refinamento técnico, o disco conta com músicas que receberam bastante destaque nas emissoras de rádio do Brasil, tais como: "Você Não Sabe o que Perdeu", "Sinceramente" e "Bom Brasileiro".

A banda permaneceu com sua formação original por cinco anos, até a saída do baixista Jerônimo Lima, o "Bocudo" em 2005, logo após a gravação do Acústico MTV: Bandas Gaúchas. Bocudo formou com outros músicos a banda Locomotores, e em seu lugar entrou Rodolfo Krieger, que até então era vocalista e guitarrista da banda Os Efervescentes.

Em maio de 2007, a banda lança o quarto álbum de estúdio, Todos os Tempos, com produção de Rafael Ramos. São doze canções e o primeiro single foi "Você me Faz Continuar", com inspirações na banda escocesa Primal Scream e nos Rolling Stones; o segundo foi "Roda-gigante", como conta o Beto Bruno em entrevista: "Foi para fazer esse tipo de som que eu quis ser músico"; e o terceiro e último single foi "Conflitos Existenciais". O disco conta com a particularidade de ter músicas compostas também pelo baterista Gabriel Azambuja, o tecladista Pedro Pelotas e o baixista Rodolfo Krieger.

Na segunda quinzena de junho de 2009, foi lançado o álbum Cinema. O disco foi gravado em rolo analógico de duas polegadas. Foi o primeiro disco da banda a ser lançado em vinil de alta fidelidade em edição especial.

Após a turnê do álbum Cinema, a banda iniciou as gravações do novo disco, Baixo Augusta , no dia 11 de abril de 2011, pela gravadora Trama, com produção própria. Grande parte das sessões de estúdio foram transmitidas ao vivo pela TV Trama . Na época, também foi anunciado o álbum solo de Marcelo Gross.

O álbum foi lançado em lançado em dezembro de 2011 no formato digital e em fevereiro de 2012 no formato físico.

No dia 25 de março de 2011, a banda participou de um evento organizado pela MTV Brasil no Circo Voador, templo do rock nacional, localizado no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro ao lado das bandas Sabonetes, Martin e Eduardo (projeto formado por Martin Mendonça e Duda Machado, guitarrista e baterista da Pitty respectivamente), Joe e a Gerência (liderado por Joe, baixista da Pitty), Pública e Vivendo do Ócio.

Inicialmente, o registro era apenas pessoal, mas após o lançamento do álbum Baixo Augusta, a banda decidiu lançar o show em DVD. Dois anos depois, o álbum chega as lojas pela produtora Conteúdo Musical em parceria com o selo Midas Music, de propriedade do produtor e empresário Rick Bonadio, com distribuição da Universal Music.

O show conta com 15 faixas, extras e a regravação de Sympathy for the Devil, clássico dos Rolling Stones, com participação especial do cantor Lobão.

No início de 2014 a banda entrou em estúdio com o produtor Edu K, da banda DeFalla , visando novas direções musicais. O disco foi nomeado "Costa do Marfim", uma homenagem ao estúdio no qual foi gravado.

O novo álbum será patrocinado e lançado pela grife Cavalera.

Em 2 de março de 2016, a banda abriu o show dos Rolling Stones pela América Latina Olé Tour 2016, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Segundo o vocalista Beto Bruno, foi o show mais importante da vida de cada um dos integrantes.

Texto | Wikipédia

2001 | CACHORRO GRANDE

01. Lunático
02. Sexperienced
03. Debaixo do Chapéu
04. Lili
05. Pedro Balão
06. Fantasmas
07. Cleptomaníaca de Corações
08. Sintonizado
09. Dia Perfeito
10. Vai T.Q. Dá
11. O Tempo Está do Meu Lado
12. O Dia de Amanhã
14. (Os Doces Exóticos de) Charlotte Grapewine

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2004 | AS PRÓXIMAS HORAS SERÃO MUITO BOAS

01. As Coisas Que Eu Quero lhe Falar
02. Hey, Amigo
03. Você Pode Até Pegar
04. Tudo Por Você
05. Olhar Pra Frente
06. Agoniada
07. Me Perdi
08. As Próximas Horas Serão Muito Boas
09. Você Não Sabe Nada
10. Enquanto O Trem Que Espero Não Vem
11. Sem Problemas
12. Que Loucura
13. O Truque do Ovo
14. Insatisfeito

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2005 | PISTA LIVRE

01. Você Não Sabe o que Perdeu
02. Agora Eu Tô Bem Louco
03. Desentoa
04. Bom Brasileiro
05. Longa-metragem
06. Interligado
07. Eu Pensei
08. Novo Super-Herói
09. Super Amigo
10. Sinceramente
11. Situação Dramática
12. Velha Amiga

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2007 | TODOS OS TEMPOS

01. Você Me Faz Continuar
02. Conflitos Existenciais
03. Roda-Gigante
04. Sandro
05. Deixa Fudê
06. Na Sua Solidão
07. Hoje Meus Domingos Não São Mais Depressivos
08. Nunca Vai Mudar
09. Quando Amanhecer
10. O Que Você Tem
11. Nada Pra Fazer
12. O Certo e o Errado

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2009 | CINEMA

01. O Tempo Parou / Sabor A Mi
02. Dance Agora
03. Amanhã
04. Por Onde Vou
05. A Alegria Voltou
06. A Hora do Brasil
07. Diga O Que Você Quer Escutar
08. Ela Disse
09. Ninguém Mais Lembra De Você
10. Luz
11. Eileen
12. Pessoas Vazias

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2011 | BAIXO AUGUSTA

01. Não Entendo, Não Aguento
02. Difícil De Segurar
03. Tudo Vai Mudar
04. Baixo Augusta
05. Só Você Que Não
06. Corda Bamba
07. Volta Pro Mesmo Lugar
08. O Fantasma Do Natal Passado
09. Surreal
10. Cinema
11. Mundo Diferente

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2014 | COSTA DO MARFIM

01. Costa do Marfim
02. Nós Vamos Fazer Você Se Ligar
03. Nuvens de Fumaça
04. Eu Não Vou Mudar
05. Crispian Mills
06. Use o Assento para Flutuar
07. Como Era Bom
08. Eu Quis Jogar
09. Torpor partes 2 & 5
10. O Que Vai Ser
11. Fizinhur

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2016 | ELECTROMOD

01. Costa do Marfim
02. Nós Vamos Fazer Você Se Ligar
03. Nuvens de Fumaça
04. Eu Não Vou Mudar
05. Crispian Mills
06. Use o Assento para Flutuar
07. Como Era Bom
08. Eu Quis Jogar
09. Torpor partes 2 & 5
10. O Que Vai Ser
11. Fizinhur

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Secos & Molhados


Em plena ditadura militar, João Ricardo, Ney Matogrosso e Gerson Conrad deram novo ânimo e mudaram o curso das coisas da música brasileira.

Ainda sem o nome Secos & Molhados, João Ricardo já tocava e apresentava algumas canções em bares, mas faltava uma voz para interpretá-las. Então, graças a uma amiga em comum, João foi apresentado a Ney Matogrosso, dono de uma das vozes mais marcantes do Brasil em todos os tempos. Junto com Gerson Conrad, o trio deu nome ao grupo, e isso foi uma forma de tentar abranger ao máximo seu público.

Era impossível não prestar atenção neles. Com suas letras, sua maquiagem e na maneira como seu vocalista mexia-se no palco, rebolando e cantando, algo impensado naqueles tempos em que Emílio Garrastazu Médici era o presidente do Brasil durante a ditadura militar, período mais sombrio da história do Brasil. Isso fez que eles ganhassem cada vez mais atenção durante os shows – não apenas no vocalista, mas nas músicas.

Durante uma apresentação, o trio chamou a atenção do empresário Moracy do Val, que logo comaçou a agenciá-los e conseguiu, após insistir muito, um contrato com a Continental, grande gravadora do mercado e principal concorrente de empresas estrangeiras, como a Warner, para captar artistas em seu selo no início
dos anos 1970.

Como aposta da gravadora, o Secos & Molhados não recebeu grande verba para gravar o álbum, já que a Continental apostava no convencional, vamos colocar assim, não em um trio que misturava cantigas brasileiras com psicodelia e folk. Com João Ricardo na direção musical, Moracy também assumiu a responsabilidade de ser o produtor do disco. Em 15 dias, usando um gravador de quatro canais, o LP estava feito e levaria o nome da banda.

O Secos & Molhados tinha o que havia de melhor naquela época: músicos inspirados e canções do folclore brasileiro e português, algo bem interessante, mas que, no fundo, era pop e nascido para transcender limites no período pós-Jovem Guarda – um ano antes, os Novos Baianos lançaram Acabou Chorare, primeiro grande álbum brasileiro dos anos 1970.


Obviamente, é impossível não atestar a influência do Tropicalismo no trabalho e no trio. Se havia a vontade de transgredir nos anos 1960, e isso foi conseguido, os anos 1970 foram importantes para consolidar certas ideologias do movimento liderado por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Mutantes e amigos.

Uma coisa ajudou bastante nas vendas de Secos & Molhados: uma aparição na primeira edição do Fantástico, revista eletrônica semanal da TV Globo. Diferente dos dias atuais, o programa tinha enorme relevância nacional e contribuía, e muito, no lançamento de vídeos de artistas. Era a explosão necessária para contribuir com o sucesso de um grupo diferente de tudo que tocava nas rádios e programas de TV naqueles tempos.

Ninguém confiava no sucesso do grupo. Por isso, apenas 1.500 cópias do trabalho foram colocadas à venda pela Continental, mas bastou uma aparição no Fantástico para uma mudança de cenário. Essa primeira prensagem não deu nem para o gasto, forçando o derretimento de LPs encalhados para uma segunda leva de Secos & Molhados. Foram vendidos 300 mil álbuns em dois meses, rapidamente transformados em um milhão no final de 1973. As vendas eram tão absurdas que até o reinado de Roberto Carlos, cantor que mais vendia à época, estava ameaçado.

Mais conhecidas, “O Vira” e “Sangue Latino” tocavam quase sem parar nas rádios. Mas não apenas as duas. Durante o dia, facilmente você conseguia ouvir o LP inteiro, e isso colaborou para colocar o Secos & Molhados na trilha do sucesso e lotando turnês não só no Brasil, mas por toda América Latina.

A capa foi produzida e fotografada por Antônio Carlos Rodrigues, fotógrafo do jornal carioca ‘Última Hora’ e mostra a banda, mais o baterista Marcelo Frias – único não maquiado –, com as cabeças em uma mesa. A seção de fotos foi marcante, pois eles demoraram uma madrugada inteira para fazer tudo. E dias depois, Farias abandonou o grupo.

Texto | Fagner Morais

1973 | SECOS & MOLHADOS

01. Sangue Latino
02. O Vira
03. O Patrão Nosso de Cada Dia
04. Amor
05. Primavera nos Dentes
06. Assim Assado
07. Mulher Barriguda
08. El Rey
09. Rosa de Hiroshima
10. Prece Cósmica
11. Rondo do Capitão
12. As Andorinhas
13. Fala

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Alceu Valença & Geraldo Azevedo


Alceu Valença, Geraldo Azevedo e a psicodelia do disco Quadrafônico
De como Rogério Duprat foi parar no disco de estreia da dupla pernambucana que revelou grandes compositores da música brasileira


Fiquei em dúvida se começava a contar essa história pela parte em que os arranjos do disco “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” (1972) seriam inicialmente feitos por Hermeto Pascoal mas foram parar nas mãos de Rogério Duprat, um dos criadores do Tropicalismo. Ou que nas gravações foi utilizado o sistema Quadrafônico, uma novidade à época. Ou também que o orçamento da produção era tão pequeno que Alceu e Geraldo foram mandados pela gravadora Copacabana a São Paulo gravar e se hospedaram no apartamento de Cesare Bienvenuti, produtor do disco. Ou ainda que as poucas horas de gravação destinadas ao LP aconteciam de madrugada, quando o estúdio estava desocupado.

Seriam formas interessantes se pensarmos nas curiosidades por trás de uma produção, mas elas não dariam a real dimensão deste clássico ainda hoje desconhecido do grande público que foi a inspirada estreia da dupla no disco “Alceu Valença & Geraldo Azevedo”.

Está contida nesta pequena joia que tem apenas 34:02 minutos de duração a gênese do frutífero trabalho como grandes compositores que Alceu e Geraldo desenvolviam individualmente já naquele começo de anos 70. Fosse isto pouco, considere que não se trata apenas de uma apresentação de dois desconhecidos ao mercado fonográfico mas a convergência destes juntamente com Rogério Duprat que resultou num disco clássico da nossa música.

Um clássico pode ser definido como uma obra que atravessa o tempo com suas características e qualidades artísticas intactas e é neste quesito que o “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” se insere.

Rápida digressão: no início dos anos 70, a banda inglesa Pink Floyd andava empolgada com um novo sistema chamado Quadrifônico ou Estéreo 4.0, correspondente ao atual Surround, e gravou três discos neste formato. O Quadrifônico usava quatro canais de captação (o padrão então utilizado era dois) dispostos em diferentes pontos do estúdio capturando diversas tonalidades do som. A reprodução destes LPs, porém, exigia aparelho de som compatível, ou seja: com quatro caixas de autofalantes distribuídas nos ambiente o que dava ao ouvinte a sensação de se estar dentro do estúdio junto com a banda. O formato não vingou dada a indefinição do mercado quanto ao padrão a ser utilizado comercialmente e o valor elevado dos aparelhos para reprodução.

Deriva daí a confusão feita com o título do álbum que, ao contrário do que se afirma, não se chama ‘Quadrafônico’ pois esta denominação apenas identifica a tecnologia utilizada em oposição ao padrão Estéreo.


Alguns discos foram concebidos para serem ouvidos do começo ao fim, na ordem em que foram gravados, como o “The Dark Side Of The Moon” (1973), do Pink Floyd  -  um dos três em que a banda utilizou a tecnologia quadrifônica na gravação - , e isto é essencial para que a obra seja compreendida em toda a sua complexidade dado que a divisão entre as faixas não obedece à lógica padrão de um disco comum de ‘faixas soltas’. (Parece, inclusive, que há uma lei da Corte Marcial que condena os subversivos desta ordem a serem açoitados em praça pública tamanho é o sacrilégio cometido)

Este é o caso de “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” que foi pensado para ser ouvido do começo ao fim e assim se possa ‘tocar’ as texturas, efeitos e cores que cruzam a fronteira da música e o aprumam rumo às artes visuais.

O regionalismo da dupla está aí mas não é o determinante. Tem ciranda, coco, viola caipira, rock mas é a psicodelia quem dá a liga. A conversa entre músicos e técnicos durante as seções de gravação no estúdio também estão presentes no disco, outra novidade para aumentar no ouvinte a ilusão de imersão no som.

Destaco aqui como um dos pontos altos deste trabalho a beleza na interpretação de “Talismã”. É coisa fina F.C.

A importância deste álbum quadrifônico é tamanha que o cultuado e raríssimo “Paêbirú”, disco psicodélico de Zé Ramalho e Lula Côrtes e que se tornou o vinil brasileiro mais caro chegando a custar R$ 4.000, só viria a ser lançado em 1975 e nele Alceu também deu sua contribuição.
Registre-se ainda que quando foi lançado “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” o auge do rock psicodélico no mundo tinha ficado para trás perdido no éter da década de 60 e talvez por isto, suponho, o álbum não teve o devido destaque.

Esqueça os clássicos de Alceu e Geraldo que vieram à sua cabeça enquanto você lia este artigo. As músicas produzidas são uma terceira coisa para além da obra individual destes dois gigantes.

É com “Horrível”, a derradeira faixa do brilhante álbum “Alceu Valença & Geraldo Azevedo”, que o Risco no Disco convida você a fazer mais uma viagem pelo universo da música brasileira.

Texto | Risco no Disco

1972 | QUADRAFÔNICO

01. Me dá um beijo (Alceu Valença)
02. Virgem Virginia (Alceu Valença, Geraldo Azevedo)
03. Mister mistério (Geraldo Azevedo)
04. Novena (Geraldo Azevedo, Marcus Vinicius)
05. Cordão do Rio Preto (Alceu Valença)
06. Planetário (Alceu Valença)
07. Seis horas (Alceu Valença)
08. Erosão (Alceu Valença)
09. 78 rotações (Alceu Valença, Geraldo Azevedo)
10. Talismã (Alceu Valença, Geraldo Azevedo)
11. Ciranda de Mãe Nina (Alceu Valença)
12. Horrível (Alceu Valença)

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Gene Vincent


Gene Vincent ou Eugene Vincent Craddock, músico norte-americano de rockabilly, mais conhecido por seu sucesso "Be-Bop-A-Lula".

Começou sua carreira tocando em diversas bandas de música country em Norfolk, Virgínia, depois de deixar a Marinha dos Estados Unidos com uma lesão permanente na perna. Assinou contrato com a Capitol Records com sua banda de apoio, The Blue Caps.

Depois que "Be-Bop-A-Lula" transformou-se num grande sucesso em 1956, Gene Vincent & os Blue Caps não conseguiram emplacar outros hits de tamanha repercusão, mas tiveram uma carreira pontilhada de sucessos como: "Bluejean Bop", "Race With the Devil", "Lotta Lovin'", "Crazy Legs" et "Baby Blue". Vincent inclusive foi um dos primeiros astros de rock a estrelar um filme, chamado The Girl Can't Help It.

Um fato marcante na carreira do cantor foi a morte de seu melhor amigo Eddie Cochran em um acidente automobilistico, durante uma turnê que ambos faziam pela Inglaterra no ano de 1960. Gene que também estava no veículo teve a antiga lesão de sua perna agravada e até o fim de sua vida não se recuperou psicologicamente do ocorrido.

A carreira de Gene teve uma enorme perda de popularidade a partir da metade dos anos 60, com a chegada das "english bands", embora ele continuasse a fazer sucesso na Europa, principalmente na Inglaterra e França.

Passou os últimos anos de sua vida tentando reconquistar o antigo sucesso, mas acabou afundando-se cada vez mais no álcool e na depressão. Faleceu na California em 1971, de cirrose gástrica.

Gene Vincent está sepultado no Eternal Valley Memorial Park em Newhall, Califórnia.

Forma junto com Buddy Holly e Eddie Cochran a quintessencia do rockabilly, sendo sem sombra de dúvidas, os maiores nomes do gênero.

Texto | Wikipédia

1980 | FOREVER

01. Gene Vincent | Bring It On Home
02. Gene Vincent | The Rose Of Love
03. Gene Vincent | Hey Hey Hey Hey
04. Gene Vincent | Party Doll
05. Melody Jean Vincent | Say Mama
06. Johnny Carrol | Tribute To Gene: Black Leather Rebe
07. Johnny Legend | Right Now
08. Ray Campi | Rocky Road Blues
09. Jimmy Lee Maslon | Dance To The Bop
10. Jimmy Lee Maslon | Be Bop Boogie Boy
11. Ray Campi | Lotta Lovin'
12. Jimmy Lee Maslon | Important Words

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Daniela Lasalvia


A paulistana Dani LaSalvia ingressou cedo na música. Estudou piano dos 7 aos 15 anos. Na adolescência, fez três anos de canto lírico. Depois, estudou percussão vocal e corporal com Stênio Mendes, e violão com Paulinho Paraná. Mais tarde, passou uma temporada em Moscou para aperfeiçoamento em canto lírico, no Conservatório Tchaikovsky. Logo voltou ao Brasil e focou seu trabalho em canto popular.

A cantora, compositora e instrumentista chega ao disco com Madregaia, lançado no final de 2006 e dirigido artisticamente em parceria com o cantor e multi-instrumentista mineiro Dércio Marques, depois de participar de três edições do projeto Prata da Casa, espaço para novos talentos, idealizado pelo Sesc Pompéia, em São Paulo.

O resultado é uma seleção variada, com influência da world music e da música regional brasileira, uma das conseqüências de sua parceria com o multi-instrumentista Dércio Marques, que assina a direção artística do disco.

Gaia significa deusa da fertilidade ou mãe terra, em grego. “Madregaia é uma redundância, por termos a palavra mãe duas vezes. Escolhi esse nome porque as canções selecionadas celebram a vida”, diz Dani Lasalvia. O repertório do CD foi determinado pela estética da letra, melodia e estilo de cada canção. “O objetivo era que o trabalho não ficasse linear.”

No repertório do CD duplo com 26 faixas, criações próprias e de outros autores, como Jean Garfunkel, Nô Stopa e Amauri Falabella, além de obras compositores renomados e participações especiais, como Trenzinho do Caipira (com Stênio Mendes na craviola) e Melodia Sentimental, de Heitor Villa-Lobos, em parcerias com Ferreira Gullar e Dora Vasconcelos; Valsinha, de Chico Buarque & Vinícius de Moraes); e Feixe, de Chico César. Completam ainda a seleção, o fado Samba das Índias (Edu Santana & Juca Novaes), com Toninho Ferragutti no acordeom, e o alerta ambiental Quiquiô (Kykyó), de Geraldo Espíndola, que aborda a formação do povo indígena brasileiro.

Tietê Meu Rio (Jean Garfunkel & Lony Rosa); Vida de Água (Amauri Falabella); Manacá da Serra (Luís Perequê Açu); e Meninos (Juraildes da Luz) são algumas faixas de temática “verde”. Madregaia busca também resgatar a identidade cultural do país.

Duas canções de domínio público, inseridas, são bons exemplos disso. Água de Mani conta a história antiqüíssima de hábitos ritualísticos dos já extintos índios Tremembé de Almofala (CE). Olê Caninana mostra a influência negra da dança folclórica potiguar Coco de Zambê.

A religiosidade brasileira também é homenageada com Ave Maria (Charles Gounod/Vicente Paiva & Jayme Redondo), Romaria (Renato Teixeira) e Procissão de Fogaréu (Luís Perequê Açu) – que aborda a festa popular de origem portuguesa feita em Paraty. Prece do Ó (letra recolhida por Cassiano Ricardo) conta a história do santo negro Santo Antonio do Catigeró, muito cultuado na Bahia. “Foi o êxtase, a vontade do êxtase, que levou Dani pelos quadrantes da Terra de Vera Cruz. Por mais de dez anos, ela andou por aí, à própria custa, ouvindo aprendendo, conversando com as lavadeiras das Alagoas, com os violeiros do Mato Grosso, com os catireiros do interior paulista, com os jongueiros daqui e dali, os quilombolas, os índios das tribos tais e quais, aprendendo idiomas, incorporando gestos e gostos, entendendo as lendas, reconstruindo-se, ampliando-se, maravilhando-se”, fala sobre Dani Lasalvia o crítico de música Mauro Dias, responsável pela apresentação do CD de estréia.

Texto | Dani LaSalvia

207 | MADREGAIA

CD 1
01. Kikyô
02. Água de Mani - Eternecendo a Espera
03. Olê Caninana
04. Vinheta Vida de Água
05. Fuga 19
06. Samba das Índias
07. Vinheta da Juréia - Procissão do Fogaréu
08. Mandu
09. Ciranda Lunar
10. Canto Lunar
11. Madre Latina
12. Prece do Ó - Ausência - Romaria
13. Trenzinho do Caipira

CD 2
01. Rota das sereias
02. Feixe
03. Vida de água
04. Tietê, meu rio
05. Variante
06. Ave Maria
07. Valsinha
08. Andaluz
09. Melodia sentimental
10. Manacá da serra
11. Meninos-Sabiá laranjeira
12. Criança
13. Cala-te boca-Pamas d'água

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Ricardo Vignini & Zé Helder


Em 2007, dois violeiros nascidos em 1973 e membros da banda Matuto Moderno, se juntaram para tocar e adaptar clássicos do rock para viola caipira. A ideia inicial de Ricardo Vignini e Zé Helder era mostrar a potencialidade do instrumento para seus alunos e lembrar-se das diversões da adolescência que tinham essa música como trilha sonora.

O lançamento do CD “Moda de Rock & Viola Extrema” em 2011 se tornou um sucesso de mídia, vendas e de shows realizados em diversas regiões do Brasil e nos EUA. Transformando In the Flesh do Pink Floyd em uma singela valsinha, Aces High do Iron Maiden e Master of Puppets do Metallica ganharam uma levada de pagode de viola. Além destas, o CD conta com faixas de Led Zeppelin, Beatles, Jimi Hendrix, Megadeth, Sepultura, Nirvana, Jethro Tull e Ozzy Osbourne executadas apenas com duas violas de forma instrumental. A faixa Aqualung, Jethro Tull, tem a participação do também violeiro Renato Caetano e Kaiowas, Sepultura, tem o palmeado e sapateado de catira de Edson Fontes dos grupos Os Favoritos da Catira e Matuto Moderno.

O CD foi masterizado no Abbey Road Studios em Londres, estúdio que gravou 90% da obra dos Beatles, Pink Floyd, Foo Fighters, Green Day. Produzido por Ricardo Vignini, lançado pelo selo Folguedo, que é exclusivamente dedicado a música de viola “Moda de Rock” tem a distribuição da Tratore.

Para 2012 está programado o lançamedo do primeiro DVD do “Moda de Rock” com as participações de Pepeu Gomes, Kiko Loureiro e Os Favoritos da Catira, as gravações aconteceram nos SESCs Pinheiros e Pompéia. E também a primeira turnê pela Europa.


Moda de Rock

Viola Extrema é o novo trabalho dos violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder, dois dos principais expoentes da nova geração da viola brasilera..

O que torna o trabalho de Ricardo e Zé Helder diferente é que ao mesmo tempo que veneram Tião Carreiro, rendem homenagens a suas raízes no Rock’n Roll.

Ambos fazem parte do Matuto Moderno, uma banda que já toca o som caipira raiz com uma pegada rocker: viola com pedais de distorção, slide, teremim, o que puder ser utilizado para dar uma roupagem moderna e pessoal no som.
“Moda de Rock – Viola Extrema” é um resgate de suas origens roqueiras. Foram escolhidas músicas que fizeram parte da trajetória musical dos dois músicos. Uma forma de prestar homenagem aos artistas que os incentivaram a pegar o primeiro violão e dar os primeiros acordes e também para fazer um trabalho novo.

É também uma maneira de apresentar a viola, um dos instrumentos mais importantes da cultura brasileira á roqueiros, através de músicas já conhecidas por todos.

2010 | MODA DE ROCK

01. Kashimir | Led Zeppelin
02. Master of Puppets | Metallica
03. Norwegian Wood | This Bird Has Flown | The Beatles
04. In The Flesh | Pink Floyd
05. Kaiowas | Sepultura
06. May This Be Love | The Jimi Hendrix Experience
07. Aces High | Iron Maiden
08. Mr. Crowley | Ozzy Osbourne
09. Smell Like Teen Spirit | Nirvana
10. Hangar 18 | Megadeth
11. Aqualung | Jethro Tull

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Moda de Rock II

De certa maneira, Ricardo Vignini & Zé Helder formam uma dupla sertaneja. Só que os músicos, diplomados na escola do rock, seguem toada bem diversa da turma do sertanejo universitário. Em Moda de rock II (Folguedo / Tratore), álbum instrumental produzido por Vignini e lançado neste mês de janeiro de 2016 por via independente, a dupla de violeiros inventa mais moda - de (e com) viola, claro - e traz para o mundo caipira outras músicas associadas ao universo do rock.

Moda de rock II dá continuidade ao projeto idealizado em 2007 pelos violeiros - ambos egressos do grupo Matuto Moderno - e registrado em disco quatro anos depois com o lançamento de Moda de rock - Viola extrema (Independente, Tratore, 2011).

Conduzido pelo toque da viola caipira, Moda de rock II apresenta seleção de repertório que vai de sucessos do Queen (I want to break free - John Deacon, 1984) ao Dire Straits (a balada Why worry - Mark Knopfler, 1985), passando por clássicos das discografias de Iron Maiden (Wasted years - Adam Smith, 1986), Rolling Stones (Paint it black - Mick Jagger e Keith Richards, 1966) e Sepultura (Refuse / Resist - Andreas Kisser, Iggor Cavalera, Max Cavalera e Paulo Xisto Pinto Jr, 1993).

O toque virtuoso de Vignini e Helder valoriza o projeto.

2016 | MODA DE ROCK II

01. Refuse/Resist | Sepultura
02. Why Worry | Dire Straits
03. Fearless | Pink Floyd
04. Pant It, Black | The Rolling Stones
05. I Want to Break Free | Queen
06. Raining Blood | Slayer
07. Laguna Sunrise | Black Sabbath
08. Diary of Madman | Ozzy Osbourne
09. Thunderstruck | AC/DC
10. Fade to Black | Metallica
11. We Want the Airwaves | Ramones
12. Wasted Years | Iron Maiden

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Texto extraído do blog| Armazém do Rock Nacional

Black Mountain


O Black Mountain é uma banda canadense liderada por Stephen McBean e que tem no seu som elementos do folk rock e do stoner rock. O grupo faz uma espécie de revival do rock psicodélico dos anos 60/70 com pitadas de modernidade, sob influências de artistas como Neil Young, Led Zeppelin, The Doors, Jimi Hendrix, Pink Floyd, The Velvet Underground e Black Sabbath.

Além de Stephen McBean (vocais/guitarra), Amber Webber (vocais), Matt Camirand (baixo), Jeremy Schmidt (teclados) e Joshua Wells (bateria) integram o grupo.

2005 | BLACK MOUNTAIN

01. Modern Music
02. Don't Run Our Hearts Around
03. Druganaut
04. No Satisfaction
05. Set Us Free
06. No Hits
07. Heart Of Snow
08. Faulty Times

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2008 | IN THE FUTURE

01. Stormy High
02. Angels
03. Tyrants
04. Wucan
05. Stay Free
06. Queens Will Play
07. Evil Ways
08. Wild Wind
09. Bright Lights
10. Night Walks

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2010 | WILDERNESS HEART

01. The Hair Song
02. Old Fangs
03. Radiant Hearts
04. Rollercoaster
05. Let Spirits Ride
06. Buried By The Blues
07. The Way To Gone
08. Wilderness Heart
09. The Space Of Your Mind
10. Sadie

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2012 | YEAR ZERO
The Original Soundtrack


01. Phosphorescent Waves
02. Bright Lights
03. Mary Lou
04. Embrace Euphoria
05. Tyrants
06. Modern Music
07. In Sequence
08. Wilderness Heart
09. Breathe

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2016 | IV

01. Mothers Of The Sun
02. Florian Saucer Attack
03. Defector
04. You Can Dream
05. Constellations
06. Line Them All Up
07. Cemetery Breeding
08. (Over And Over) The Chain
09. Crucify Me
10. Space To Bakersfield

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Lonnie Liston Smith & The Cosmic Echoes


Lonnie Liston Smith, Jr. músico americano de jazz, soul e funk.

Já tocou com notáveis artistas do jazz como Pharoah Sanders e Miles Davis antes de formar a Lonnie Liston Smith & the Cosmic Echoes, gravando álbuns amplamente considerados clássicos dos gêneros fusion, quiet storm, smooth jazz and acid jazz.

1966 | SOULIN'

01. Expansions
02. Desert Nights
03. Summerdays
04. Voodoo Woman
05. Peace
06. Shadows
07. My Love

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Lou Rawls


Eu sinto falta de olhar para a capa de um disco e pensar: queria ser esse cara. Na verdade eu acho que quase nunca passei por isso, mas quando encaro a capa de Soulin’, acima, só um pensamento vem à mente: eu queria ser Lou Rawls.

Não o Lou jazzista de Stormy Monday (1962), álbum de estreia do cantor lançado pela Blue Note, onde ele brilhava com o seu vocal potente acompanhado pelo piano de Les McCann.

Pois apesar de Lou estar sempre imprimindo o seu passado gospel/soul em todas as suas canções, Stormy Monday é um disco mais frio e cool, enquanto Soulin’, lançado em 1966, é bem mais, obviamente, soul e com ótimas pitadas de jazz à Frank Sinatra. O início com “A Whole Lotta Love” e o hit “Love Is a Hurtin’ Thing” vêm com um vocal rasgado o suficiente para nos afundarmos no sofrimento amoroso de Lou e talvez por isso “So Hard to Laugh, So Easy to Cry” e “You’re the One” aparecem logo na sequência com um Lou encarnando Sinatra novamente.

Um resumo do que nos aguarda no restante do álbum, pois Soulin’ é uma constante alternância desses dois Lous. Em “Don’t Explain”, de Billie Holiday, ele se mostra mais cool e no controle, e “On a Clear Day” só poderia ser descrita com uma valsinha pelas ruas congeladas de Nova York, enquanto em “What Now My Love”, apesar do clima big band, e em “Breaking My Back”, a última, ele volta a trazer o coração mais pra boca e a vontade de ser esse baixinho olhando para trás com um fundo rosa avermelhado só fica mais forte ao fim do álbum.

Texto | Denis Fujito

1966 | SOULIN'

01. A Whole Lotta Woman
02. Love Is A Hurtin' Thing
03. So Hard To Laugh, So Easy To Cry
04. You're The One
05. Don't Explain
06. What Now My Love
07. Memory Lane
08. Old Man's Memories (Monologue)
09. It Was A Very Good Year
10. Growing Old Gracefully (Monologue)
11. Old Folks
12. Autumn Leaves
13. On A Clear Day (You Can See Forever)
14. Breaking My Back (Instead Of Using My Mind)

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Supertramp


Supertramp, banda britânica de rock progressivo que obteve grande sucesso nos anos 70 e início dos anos 80 e que venderam mais de 70 milhões de álbuns.

Patrocinado pelo milionário holandês Stanley August Miesegaes, o vocalista, pianista e ex-baterista Rick Davies pôs um anúncio no jornal Melody Maker em busca de integrantes para a formação do grupo, em agosto de 1969. Rick Davies então juntou-se aos músicos Roger Hodgson (vocal, guitarra e teclados), Richard Palmer (guitarra, balalaika e vocais) e Robert Millar (percussão e harmônica). A banda inicialmente chamava-se Daddy, tendo o nome posteriormente alterado para Supertramp, que ao pé da letra quer dizer "super andarilho", inspirado num livro de W.H. Davies, “The Autobiography of a Super-Tramp”.

O recém-batizado Supertramp foi um dos primeiros grupos de rock a assinar com A&M Records inglesa, e o primeiro álbum foi lançado em julho de 1970. Apesar das boas críticas, foi um fracasso comercial – tanto que só saiu oficialmente nos Estados Unidos em 1977. Richard Palmer, desgostoso, resolveu sair seis meses depois do lançamento do primeiro LP, e Robert Millar teve uma crise nervosa logo em seguida. Foram substituídos por Frank Farrell (baixo), Kevin Currie (bateria) e Dave Winthrop (flauta e saxofone).

O álbum com esta formação, Indelibly Stamped, enfim trazia as marcas registradas da banda: as harmonias vocais entre Davies e Hodgson, e solos de saxofone. Mas também foi um fracasso de vendas, o que fez com que Miesegaes retirasse o patrocínio. Novamente o grupo debandou, restando apenas Hodgson e Davies.

No final de 1972, convocaram o baixista Dougie Thomson, o baterista Bob Siebenberg (que era um americano vivendo ilegalmente na Inglaterra, daí seu pseudônimo “Bob C. Benberg”) e o homem que deu o toque final ao som do grupo, John Helliwell (saxofone e sopros em geral, vocais).Essa formação lançou Crime of The Century em 1974 e finalmente fez sucesso com “Dreamer”, “School”, “Bloody Well Right”, entre outros hits. O disco seguinte, Crisis? What Crisis?, de 1975, não foi tão bem nas vendas, mas Even in the Quietest Moments, de 1977, recolocou o Supertramp no topo das paradas musicais com “Give a Little Bit” e “Fool's Overture”. Breakfast in America, de 1979, trouxe mais sucessos ("The Logical Song", "Take the Long Way Home", "Goodbye Stranger", "Breakfast in America") e vendeu 18 milhões de cópias.

O ano de 1982 não foi bom para o grupo. Após tantos anos de sucesso, Roger Hodgson resolveu abandonar a banda após a turnê de …Famous Last Words…. Existem várias especulações sobre sua saída, e nenhuma delas convenceu na época. Alguns diziam que Hodgson se sentia musicalmente limitado (o que não se sustenta, já que seus discos solo são bem parecidos com o material habitual do Supertramp); até que, em uma entrevista, Hodgson revelou que deixou a banda porque sua esposa na época não se dava bem com a esposa de Rick Davies.

Davies resolveu manter o Supertramp na ativa com o álbum Brother Where You Bound, iniciado pelo single "Cannonball". A faixa título do álbum, de 16 minutos de duração, conta com a participação especial de David Gilmour, do Pink Floyd.Em 1996, Davies reformou o Supertramp com Helliwell, Siebenberg e Hart, mais alguns músicos de estúdio. Essa formação gravou o album de estudio Slow Motion em 2002, quando o grupo entra em hiato novamente, a despeito de uma nova e igualmente fracassada tentativa de voltar à ativa com Hodgson em 2005.

Em 2010 o Supertramp,reformado mais uma vez,entra em turnê para comemorar o 40 º aniversário do primeiro lançamento do grupo. Roger Hodgson, que não está incluído nesta turnê.

O tempo não tira o valor do que foi feito, embora o contexto de cada dia, mude a banda, Supertramp sempre terá o seu valor..

Texto | Wikipédia

1970 | SUPERTRAMP

01. Surely
02. It’s a Long Road
03. Aubade and I Am Not Like the Other Birds of Prey
04. Words Unspoken
05. Maybe I’m a Beggar
06. Home Again
07. Nothing to Show
08. Shadow Song
09. Try Again
10. Surely

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1970 | INDELIBLY STAMPED

01. Your Poppa Don’t Mind
02. Travelled
03. Rosie Had Everything Planned
04. Remember
05. Forever
06. Potter
07. Coming Home to See You
08. Times Have Changed
09. Friend in Need
10. Aries

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1974 | CRIME OF THE CENTURY

01. School
02. Bloody Well Right
03. Hide In Your Shell
04. Asylum
05. Dreamer
06. Rudy
07. If Everyone Was Listening
08. Crime of the Century

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1975 | CRISIS? WWHAT CRISIS?

01. Easy Does It
02. Sister Moonshine
03. Ain’t Nobody But Me
04. A Soapbox Opera
05. Another Man’s Woman
06. Lady
07. Poor Boy
08. Just a Normal Day
09. The Meaning
10. Two of Us

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1977 | EVEN IN THE QUIETEST MOMENTS

01. Give a Little Bit
02. Lover Boy
03. Even in the Quietest Moments
04. Downstream
05. Babaji
06. From Now On
07. Fool’s Overture


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1979 | BREAKFAST IN AMERICA

01. Gone Hollywood
02. The Logical Song
03. Goodbye Stranger
04. Breakfast in America
05. Oh Darling
06. Take the Long Way Home
07. Lord Is It Mine
08. Just Another Nervous Wreck
09. Casual Conversations
10. Child of Vision

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1980 | PARIS

CD 1
01. School
02. Ain’t Nobody But Me
03. The Logical Song
04. Bloody Well Right
05. Breakfast In America
06. You Started Laughing
07. Hide In Your Shell
08. From Now On

CD 2
01. Dreamer
02. Rudy
03. A Soapbox Opera
04. Asylum
05. Take the Long Way Home
06. Fool’s Overture
07. Two of Us
08. Crime Of The Century

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1982 | "...FAMOUS LAST WORDS..."

01. Crazy
02. Put on Your Old Brown Shoes
03. It’s Raining Again
04. Bonnie
05. Know Who You Are
06. My Kind of Lady
07. C’est le Bon
08. Waiting So Long
09. Don’t Leave Me Now

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1985 | BROTHER WERE YOU BOUND

01. Cannonball
02. Still in Love
03. No Inbetween
04. Better Days
05. Brother Where You Bound
06. Ever Open Door



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1987 | FREE AS A BIRD

01. It’s Alright
02. Not the Moment
03. It Doesn’t Matter
04. Where I Stand
05. Free as a Bird
06. I’m Beggin’ You
07. You Never Can Tell With Friends
08. Thing for You
09. An Awful Thing to Waste

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1988 | LIVE '88

01. You Started Laughing
02. It’s Alright
03. Not the Moment
04. Bloody Well Right
05. Breakfast In America
06. From Now On
07. Free As A Bird
08. Oh Darling
09. Just Another Nervous Wreck
10. The Logical Song
11. I’m Your Hoochie Cooche Man
12. Don’t You Lie To Me
13. Crime Of The Century

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1997 | SOME THINGS NEVER CHANGE

01. It’s a Hard World
02. You Win, I Lose
03. Get Your Act Together
04. Live to Love You
05. Some Things Never Change
06. Listen to Me Please
07. Sooner or Later
08. Help Me Down That Road
09. And the Light
10. Give Me a Chance
11. C’Est What?
12. Where There’s a Will

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2002 | SLOW MOTION

01. Slow Motion
02. Little By Little
03. Broken Hearted
04. Over You
05. Tenth Avenue Breakdown
06. A Sting in the Tail
07. Bee in Your Bonnet
08. Goldrush
09. Dead Man’s Blues

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2005 | RESPECTABLE - THE SUPERTRAMP ANTHOLOGY

CD 1
01. Surely
02. Your Poppa Don’t Mind
03. Land Ho
04. Summer Romance
05. School
06. Bloody Well Right
07. Dreamer
08. Rudy
09. Crime Of The Century
10. Sister Moonshine
11. Ain’t Nobody But Me
12. Lady
13. Two Of Us
14. Give A Little Bit
15. Downstream
16. Even In The Quietest Moments
17. From Now On

CD 2
01. Gone Hollywood
02. Logical Song
03. Goodbye Stranger
04. Breakfast In America
05. Oh Darling
06. Take The Long Way Home
07. You Started Laughing
08. It’s Raining Again
09. My Kind Of Lady
10. Don’t Leave Me Now
11. Cannonball
12. Free As A Bird
13. You Win I Lose
14. Another Man’s Woman
15. Over You

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Imelda May


“Uma coisa que me levou a conhecer diferentes estilos de música, aconteceu quando eu ainda era muito jovem, uma loja de discos local estava saindo do negócio e liquidando o estoque. Eu me lembro de ter ido lá, tinha uns 16 ou 17 anos provavelmente, e havia acabado de ganhar uma vitrola de presente. Foi como se tivesse acertado a sorte grande, todos aqueles discos por três libras cada! Uma oportunidade para descobrir outras coisas. Rapidamente notei aqueles discos da Chess, Ace e Capitol Records. Percebi que se eu comprasse aqueles, haveria uma boa chance de gostar deles. Então arrematei todos os discos daquelas gravadoras que consegui encontrar e aí acabei descobrindo um monte de bandas que eu adoro.”

Imelda Mary Higham nasceu em 10 de julho de 1974, na Irlanda, mas ficou conhecida como Imelda May. Antes de se casar com o guitarrista da sua banda, Darrel Higham, ela usava o nome de Imelda Clabby, com o qual lançou seu primeiro disco em 2003, No Turning Back, posteriormente relançado em 2007 com seu nome atual.

Influenciada por Elvis Presley, Billie Holiday e obviamente Wanda Jackson (a rainha do rockabilly), Imelda interpreta velhos clássicos do rock e composições próprias com a desenvoltura de uma veterana, usando suavidade nas baladas e agressividade nas músicas mais rápidas.

Tocando em pequenos clubes noturnos locais, a partir do lançamento do segundo disco, Love Tattoo (2008), sua vida profissional deu uma virada e as coisas começaram a acontecer, mesmo com pouco tempo de carreira ela já dividiu o palco com Alison Moyet, Dionne Warwick, Bryan Ferry, Anastasia, The Supremes, Sister Sledge, Scissor Sisters, The Dubliners, Madeleine Peyroux, Matt Bianco, Jools Holland, U2, Eric Clapton, Van Morrison e Jeff Beck.

Texto retirado do blog | Boogie Woody

2007 | NO TURNING BACK

01. Bom Sonho
02. Barcas
03. Cálculos Astronômicos
04. O Que Eu Quero É Você
05. Corpo Vadio
06. As Ruas
07. Balada
08. Linhas Esticadas
09. Nada
10. Novos Pesadelos
11. Madame Oráculo
12. Sofro
13. Diva

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Nau

Ja havia feito um power trio com Beto Birguer e ele ja havia tocado com a Vange Leonel que, diga-se de passagem, era uma gata e na época já cantava bem, além de ser bem maluquinha. Nos reunimos e mãos à obra. Nossa primeira gravacao foi uma música com letra de Fernando Pessoa (está no disco Nao Sao Paulo 2, lançado pela Baratos Afins). Montamos nosso repertório e em 6 meses comecamos a atacar em SP... Tocamos no Rose Bom Bom , Madame Satã , Any 44 , Teatro Lira Paulistana, etc, a energia do NAU teve uma super aceitação pela galera....A rádio 89 FM que era a rádio de rock de SP, pediu a nossa demo no ar, durante a programação.

Gravamos uma fita que o Skowa produziu num gravador cassete de 4 canais. Então passamos a tocar nossa demo na 89FM e na Fluminense FM (de Niterói) e em pouco tempo estavamos na Folha de São Paulo sendo anunciados como uma banda que valia apena ser conhecida, pesada e poética A gravadora independente Baratos Afins, o Luiz Calanca,ou será a mesma coisa, nos convidou para gravarmos duas músicas no segundo disco do projeto Não São Paulo. Gravamos Sofro e Madame Oraculo.

Em 1986 o nosso batera, Mauro Sanches, pegou epatite e foi temporariamente substituido pelo Danny, que era da banda Metrô e foi quem nos apresentou ao Maluly, produtor do RPM, do próprio Metro e surfista calhorda. Foi o cara certo, na hora certa, um super produtor. Gravamos baixo guitarra e bateria ao vivo, com altos amps e instrumentos, me lembro que colocamos órgão em algumas músicas, só que era na verdade um hammond, com 2 caixas leslee, duas toneladas carregadas pelo caminhao de mudanças...risos...Esse disco tem histórias hílarias, me lembro que liguei simultaneamente com um Jazz Chorus stereo, um fender antigo que aluguei do bluseiro André Cristovan, um marshall que ficava no talo em uma outra sala e mesmo assim nao prescisava de retorno (risos) e meu velho e bom politone numa caixa de 15, um grave lindo.Gravamos todos e só equalizamos mixando os amps gravados, quer dizer, todos. Ao invés de irmos no equalizador quando se queria grave, aumentavamos o canal do politone, quando se queria mais definicao no timbre, aumentavamos o fender, e chorus, o JC.

Nosso disco saiu e fomos lança no Rio. Sabem quem estava lá? Cazuza, Barão Vermelho e Ezequiel Neves. Piraram. Alias Cazuza sempre foi nosso fã número um, pelo menos para nós (risos), chegando a ir em um dos nossos shows no rio em cadeira de rodas. Fomos três vezes tocar no Rio e nas três estava ele lá.

Depois chegou o Plano Cruzado, o Brasil entrou na merda de novo e as gravadoras não queriam mais rock e veio a onda sertaneja. Que merda! A Revista Bizz quebrou, a CBS quebrou e nos continuamos a ver navios. Veio Collor e ai ja são outras histórias.

Nessa epoca havia duas categorias distintas de roqueiros....Os que ja haviam alcançaado a grana e o sucesso, caras como o RPM, Ultraje, Lobão, Paralamas, Titãs, Barão Vermelho (ainda com o Cazuza). E os que vinham com propostas novas como Gueto, Akira S, Mercenarias, Violeta de Outono e Nau. O Nau, o Gueto e o Violeta de Outono foram parar cada um numa gravadora major, mas deram o azar de chegarem lá exatamente no momento em que o rock nacional deixava de ser prioridade.

O Nau chegou a gravar material para o segundo disco, com algumas faixas divulgadas na 89 FM*, durante o programa Dubalacobaco, que na época ia ao ar das seis às sete da noite com o Everson e o Zé Luiz, e ainda havia esperança que alguma gravadora topasse lançar o disco, coisa que não aconteceu. A banda logo depois acabou e cada um foi para o seu lado com a Vange partindo em carreira solo que durou três discos.

Texto por Zique, guitarrista da banda Nau, com complementos de Valdir Antonelli.

1987 | NAU

01. Bom Sonho
02. Barcas
03. Cálculos Astronômicos
04. O Que Eu Quero É Você
05. Corpo Vadio
06. As Ruas
07. Balada
08. Linhas Esticadas
09. Nada
10. Novos Pesadelos
11. Madame Oráculo
12. Sofro
13. Diva

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