terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Lionel Hampton


Texto | Clube de Jazz

Lionel nasceu in Louisville, Kentucky, em 20 abril de 1909, mas foi criado em Chicago. Em 1928, ele mudou para Los Angeles, onde trabalhou com Paul Howards Serenaders, Les Hite e Louis Armstrong. Depois ele começou a tocar no Sebastians Cotton Club, em Culver City, Califórnia e na seqüência, passou a liderar seu próprio conjunto.

Em 1936, foi contratado por Goodman como vibrafonista, trabalhando no quarteto por quatro anos. Já em 1940, Hampton formou sua própria banda e desde essa época só tem realizado trabalhos como líder.

Em 1942, a sua gravação de "Flying Home" acabou se tornando um hino do swing, colocando Hampton como uma estrela e se tornou a plataforma de um pré-rhythm and blues ao lado do sax-tenor de Illinois Jacquet. Em 1947, Hampton participou de outra lendária gravação de swing, junto com Gene Norman na jam session "Just Jazz".

Através dos anos, centenas de nomes famosos tiveram seus começos nas bandas de Hampton, como Betty Carter, Dexter Gordon, Dinah Washington, Arnett Cobb, Quincy Jones e Clifford Brown. Hampton era um extrovertido showman, inclusive dançava tocando bateria e atacava o piano com dois dedos, fazendo com que os críticos e puristas torcessem o nariz, mas ninguém o esquecia como grande improvisador do swing.

Em 1985, ele cedeu seu nome ao festival de jazz da Universidade de Idaho, que é precedido por uma competição que reúne 1200 músicos pertencentes ao high school americano. Apesar de alguns problemas de saúde em razão da idade, Lionel Hampton continuou com um pouco da sua força vital nos anos 90.

Em janeiro de 2001, o vibrafone que ele tocou durante 15 anos, virou peça do National Museum of American History. Em 31 de agosto de 2002, com 93 anos, Lionel Hampton faleceu depois de sofrer um forte ataque do coração.

1999 | LIONEL HAMPTON
Essential Masters Of Jazz


1. Good Enough To keep: (Air Mail Special)
2. When Lights Are Low
3. Midnight Sun
4. Hamp's Boogie Woogie
5. One Sweet Letter From You
6. Jack The Bellboy
7. Buzzing Around With The Bee
8. Hot Mallets
9. Mingus Fingers
10. Stardust
11. Dinah
12. Sweethearts On Parade
13. Central Avenue Breakdown
14. Air Mail Special
15. Whoa Babe
16. Flying Home
17. I'm In The Mood For Swing
18. Muchacho Azul
19. Blue: (Because Of You)
20. Haven't Named It Yet

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sábado, 9 de dezembro de 2017

Joy Division


Joy Division e New Order: da morte à vida; do rock gótico ao acid house
Mãe, eu tentei, por favor acredite
Eu estou fazendo tudo o que posso
Eu tenho vergonha das coisas pelas quais passei
Eu tenho vergonha da pessoa que eu sou”


Tradução livre (“Mother I tried please believe me/ I’m doing the best I can/ I’m ashamed of the things I’ve been put through/ I’m ashamed of the person I am”) da canção “Isolation” (1979), da banda Joy Division

Escreve Helena Uehara, autora de Joy Divison / New Order – Nada é mera coincidência: “18 de maio de 1980. Após assistir ao filme Stroszek, do alemão Werner Herzog, o seu diretor de cinema preferido, matou-se ao som de The Idiot [álbum de 1977], de Iggy Pop. Deixava um bilhete que dizia: ‘Nesse exato momento, eu queria estar morto. Eu simplesmente já não aguento mais’. (...) Um único e definitivo gesto, mudando o destino e a história de uma banda para sempre. Seu nome: Ian Curtis – vocalista e letrista do Joy Division”.

A morte de Ian Curtis pegou todos de surpresa. Seus companheiros de banda, Bernard Sumner (guitarra), Peter Hook (baixo) e Stephen Morris (bateria) sabiam dos problemas pessoais do cantor – uma crise no casamento, causada pelo envolvimento de Ian com uma fã; a dependência das drogas e do álcool; a dificuldade de lidar com o sucesso meteórico do Joy Division, e a epilepsia, que o fazia se sentir infeliz e inferior aos demais –, mas nunca pensaram que ele poderia chegar ao extremo do suicídio. Ian Curtis contava 23 anos quando foi encontrado pela esposa, Deborah, enfocardo na cozinha de sua casa, um dia antes de partir para uma turnê nos EUA, que garantiria o sucesso da banda na América.

Tudo começou em 1977, quando Bernard Sumner, Peter Hook e Terry Mason, que viviam na proletária Manchester, saíram de um show da famosa banda de punk rock Sex Pistols decididos a fazer música. Posteriormente, Mason se tornaria empresário e road manager do conjunto, que precisou de um novo baterista, Stephen Morris. As letras e vocais couberam a Ian Kevin Curtis. Hook se recorda da formação do grupo, no final da década de 70, durante a efervescência do movimento punk inglês: “Eu e Barney [Bernard Sumner] estudamos juntos desde os 11 anos de idade. Conseguimos Stevie [Stephen Morris] através de um anúncio e costumávamos encontrar Ian nos shows, era um rosto constante nos shows, frequentávamos os mesmos lugares”.

Foi assim que surgiu o Warsaw – nome inspirado na música “Warszawa” , lançada por David Bowie naquele mesmo ano no disco Low. No ano seguinte, era lançado o primeiro álbum de uma banda de Londres chamada Warsaw Pakt, o que obrigou o conjunto a mudar a mudar de nome para evitar confusões. Nascia assim, o Joy Division, A Divisão da Alegria, nome retirado do livro The house of dolls, de Karol Cetinsky que narra uma história passada durante a II Guerra Mundial. A Divisão da Alegria era uma ala de um campo de concentração em que as prisioneiras judias eram obrigadas a se prostituírem como escravas sexuais dos oficiais nazistas.

O nome foi sugerido por Ian Curtis, que tinha uma quase obsessiva admiração pela cultura alemã, em especial símbolos do regime nazista, o Novo Cinema Alemão, de cineastas como Herzog e a música de vanguarda que estava sendo produzida naquele país, no final da década de 70. Peter Hook observa que, apesar de o Warsaw ter uma orientação punk, inspirado no som de David Bowie, Velvet Underground e Iggy Pop, naquela época, Curtis começou a se interessar pela nascente música eletrônica do Kraftwerk. O grupo germânico, considerado fundador do tecnopop, foi inspiração para que nos dois únicos álbuns lançados pelo Joy Division, Unknown Pleasures (1979) e Closer (1980) fossem incluídos a bateria eletrônica e o sintetizador, que permitiram efeitos sonoros que sugeriam atmosferas angustiantes e claustrofóbicas, além de gritos abafados e ecos guturais.

Se Ian se interessou pelas obras do Kraftwerk, principalmente o álbum Autobahn (1974), que simulava uma viagem de carro pelas vias expressas alemãs, e passou a influenciar os demais membros do Joy Division, os recursos eletrônicos depois iriam dominar a sonoridade do New Order, banda formada pelos integrantes remanescentes, após o suicídio de Curtis.

O fascínio por temas nazistas, sons que sugeriam atmosferas ao mesmo tempo oníricas e industriais – a título de curiosidade, o nome Kraftwerk, banda do Vale do Ruhr, zona fabril alemã, pode ser traduzido como Usina da Força ou Complexo Elétrico – e a admiração por Iggy Pop, um ícone do punk, que abria cortes nos braços e rolava em cacos de vidro durante apresentações com a sua banda, The Stooges, demonstrava que o vocalista do Joy Division tinha interesse por temas sadomasoquistas, em que as fronteiras entre dor e prazer eram tênues. Mais tarde, sua esposa, na biografia do cantor, Touching from a distance (ainda sem tradução no Brasil) escreve relatos de autoflagelação: “As drogas que tomavam obliteravam-lhe os sentidos. (...) Ian costumava frequentemente infligir dor em si mesmo para ver o quanto aguentava naquele estado anestésico. Utilizava cigarros para queimar a pele e batia nas pernas com sapatos de corrida”.


Essa combinação de elementos, somados à fantasmagórica voz de Curtis, as guitarras de Sumner, que parecem chorar, e a bateria de Morris, que invoca marchas militares, acabaram por criar uma das maiores expressões do chamado rock gótico (que junto da new wave, formaram o chamado post punk) e de toda a música. Ouvir o Joy Division é penetrar num mundo criado por Ian Curtis, e suas atmosferas enevoadas e sinistras. Suas letras revelam uma personalidade que procurava, através da dor, das drogas e da música, se auto-punir pela epilepsia, pela frieza com a esposa e a filha Natalie, recém-nascida; ao mesmo tempo, em canções como “Twenty four hours” de Closer, o letrista parece ter noção de seu estado psíquico e emocional: “Agora que eu percebi que tudo deu errado/ Preciso de terapia, e esse tratamento será longo demais./ (...)/ Preciso achar meu destino, antes que seja tarde demais”. (Tradução livre para “Now that I’ve realised how it’s all gone wrong,/ Gotta find some therapy, this treatment takes too long./ (...)/ Gotta find my destiny, before it gets too late”.) Ao que parece, contudo, o destino de Curtis era adentrar a eternidade, como protagonista de uma das mais trágicas histórias do rock.

Após o lançamento de Unknown Pleasures, pela Factory Records, de Manchester, o conjunto ganhou projeção nacional, tocando em importantes programas de rádio da BBC, principal emissora inglesa. O disco, produzido por Martin Hannett, foi um sucesso entre a crítica e no fim de 1981, alcançou a cifra de cem mil cópias vendidas. A arte da capa, de Peter Saville – que passou a ser colaborador fixo do Joy Division, e posteriormente, do New Order – foi uma dos precursores do minimalismo, corrente estética derivada da PopArt. Sobre um fundo negro, um relevo representa as ondas emitidas pela primeira pulsar – estágio em que uma estrela, mesmo morta, ainda produz uma frequência – descoberta por astrônomos. A sugestão foi de Bernard Sumner, que havia visto a imagem em uma enciclopédia de Astronomia.

O crítico francês Michka Assayas, porém, faz uma leitura positiva da atmosfera deprimente do primeiro álbum do Joy Division. Em resenha publicado em 1981, o jornalista escreveu: “Unknown Pleasures nos faz acreditar que ainda há alguma esperança, que é possível encontrar pessoas que não suportam a preguiça e indiferença alheia e que desenvolvem uma força interior quando confrontados com as desgraças da vida”. Assayas, assim, defendia que ao ser assumidamente triste e mórbida, a banda de Ian Curtis protestava contra a música do final da década 70, chamada pelo crítico como “valium musical” por ignorar completamente os anseios de uma juventude insatisfeita com os rumos políticos da Inglaterra de Thatcher. O texto também destaca o talento de Curtis ao iniciar o álbum com o verso “Eu estou esperando por guia que venha e me tome pela mão” (“I’ve been waiting for a guide to come and take me by the hand”) – da canção “Disorder” – , como símbolo de toda uma geração que se sentia perdida e sem rumo, esperando que um líder lhes indicasse um novo caminho a seguir.


Porém é com o álbum seguinte, Closer, ainda mais soturno e triste é que o Joy Dvision será para sempre lembrado como uma das mais importantes bandas do rock gótico. O segundo e último álbum da banda foi um estrondoso sucesso, chegando a ser o sexto mais vendido no Reino Unido, em 1981, e até hoje é citado em diversas listas como um dos melhores de toda a história da música. Sua sonoridade apresenta evoluções em relação ao seu antecessor e a principal diferença entre esse disco e Unknown Pleasures é a sofisticação que o produtor Martin Hannett empregou em cada instrumento isoladamente, um explícito desvio da fórmula punk. O resultado final é ainda mais claustrofóbico, mais austero, sombrio e deprimente. A utilização de sintetizadores e teclados na estrutura das músicas, sobretudo em “Isolation”, “Twenty Four Hours” e “Decades” também dá indícios de que o som do Joy Division, independentemente da permanência de Curtis, tornaria-se, mais tarde, similar ao que foi produzido pelo New Order.

O crítico Bruno McDonald observa que “ainda que o álbum de estreia, Unknown Pleasures, olhasse fundo para o abismo, era apenas música”. Em Closer, as letras de Curtis também tornam-se mais intensas, duras e amargas e são várias as referências a temas mórbidos, e mais especificamente, ao suicídio, sendo possível assim, notar que não há mais uma diferença entre o eu-lírico e os dramas pessoais do vocalista. A primeira referência à morte está na capa do álbum - uma foto do mausoléu da família Appiani, do Cemitério Monumental de Staglieno, em Gênova, na Itália –, concebida pelos artistas gráficos Peter Saville e Martyn Atkins, antes mesmo de ouvirem qualquer uma das faixas do novo disco do Joy Division, mas que, curiosamente, o imaginaram como a trilha sonora de um funeral.

Aliados ao suicídio de Ian Curtis, fato adiou em dois meses o lançamento de Closer, esses elementos acentuaram a atmosfera soturna e mística que envolveu o álbum, que ainda segundo McDonald, pode ser ouvido como “um amargo bilhete suicida”. Em 1994, o dono da Factory Records, Tony Wilson comentou sobre o disco: “É como se compô-lo tivesse piorado seu estado: deixou-se estragar por ele, em vez de apenas expressá-lo”.

Porém, antes de se matar, Curtis ainda teve tempo de gravar a canção que, provavelmente, é a mais popular do Joy Division. “Love will tear us apart”, além de representar a maturidade sonora da banda, é um bom exemplo da lírica dolorida do vocalista, que embora densa, ainda rendia refrões característicos da música comercial executadas em rádios FM. É nessa faixa que fica clara a maneira do letrista enxergar o mundo, e principalmente as relações interpessoais. “Quando se está apaixonado a tendência natural é querer estar junto à pessoa amada. No entanto, o amor é aquilo que os separa. (...) Para Ian Curtis, todo sentimento é dor, sobretudo o amor. (...)Ian precisa se ferir até sangrar para sentir que existe qualquer tipo de sentimento”, explica a autora Helena Uehara.

Assim é possível afirmar que a discografia do Joy Division, sobretudo pela lírica de seu vocalista, Ian Curtis, é um paradigma na principal dicotomia da música dos anos 80: a tênue fronteira entre o amor e a morte.

Texto e fotos retirados de: Jorwiki USP

1979 | UNKNOWN PLEASURES
(Remastered 2007)

CD 1 | Unknown Pleasures

01. Disorder
02. Day Of The Lords
03. Candidate
04. Insight
05. New Dawn Fades
06. She's Lost Control
07. Shadowplay
08. Wilderness
09. Interzone
10. I Remember Nothing

CD 2 | The Factory, Manchester Live 13 July 1979

01. Dead Souls
02. The Only Mistake
03. Insight
04. Candidate
05. Wilderness
06. She's Lost Control
07. Shadowplay
08. Disorder
09. Interzone
10. Atrocity Exhibition
11. Novelty
12. Transmission

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1980 | CLOSER
(Remastered 2007)

CD 1 | Closer

01. Atrocity Exhibition
02. Isolation
03. Passover
04. Colony
05. A Means To An End
06. Heart And Soul
07. Twenty Four Hours
08. The Eternal
09. Decades

CD 2 | University Of London Union Live 8 February 1980

01. Dead Souls
02. Glass
03. A Means To An End
04. Twenty Four Hours
05. Passover
06. Insight
07. Colony
08. These Days
09. Love Will Tear Us Apart
10. Isolation
11. The Eternal
12. Digital

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1981 | STILL
(Remastered 2007)

CD 1 | Still

01. Exercise One
02. Ice Age
03. The Sound Of Music
04. Glass
05. The Only Mistake
06. Walked In Line
07. The Kill
08. Something Must Break
09. Dead Souls
10. Sister Ray
11. Ceremony
12. Shadowplay
13. A Means To An End
14. Passover
15. New Dawn Fades
16. Transmission
17. Disorder
19. Decades
20. Digital

CD 2 | Live at High Wycombe Town Hall

01. The Sound Of Music
02. A Means To An End
03. Colony
04. Twenty Four Hours
05. Isolation
06. Love Will Tear Us Apart
07. Disorder
08. Atrocity Exhibition
09. Isolation (Sound Check)
10. The Eternal (Sound Check)
11. Ice Age (Sound Check)
12. Disorder (Sound Check)
13. The Sound Of Music (Sound Check)
14. A Means To An End (Sound Check)

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1988 | SUBSTANCE

01. Warsaw
02. Leaders Of Men
03. Digital
04. Autosuggestion
05. Transmission
06. She's Lost Control
07. Incubation
08. Dead Souls
09. Atmosphere
10. Love Will Tear Us Apart
11. No Love Lost
12. Failures
13. Glass
14. From Safety To Where
15. Novelty
16. Komakino
17. These Days

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1990 | PEEL SESSIONS

01. Exercise One
02. Insight
03. She's Lost Control
04. Transmission
05. Love Will Tear Us Apart
06. 24 Hours
07. Colony
08. Sound Of Music

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1995 | PERMANENT

01. Love Will Tear Us Apart
02. Transmission
03. She's Lost Control
04. Shadow Play
05. Day Of The Lords
06. Isolation
07. Passover
08. Heart & Soul
09. Twenty Four Hours
10. These Days
11. Novelty
12. Dead Souls
13. The Only Mistake
14. Something Must Break
15. Atmosphere
16. Love Will Tear Us Apart (Permanent Mix)

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1997 | HEART AND SOUL

CD 1
01. Digital
02. Glass
03. Disorder
04. Day Of The Lords
05. Candidate
06. Insight
07. New Dawn Fades
08. She's Lost Control
09. Shadowplay
10. Wilderness
11. Interzone
12. I Remember Nothing
13. Ice Age
14. Exercise One
15. Transmission
16. Novelty
17. The Kill
18. The Only Mistake
19. Something Must Break
20. Autosuggestion
21. From Safety To Where

CD 2
01. She's Lost Control (12'')
02. Sound Of Music
03. Atmosphere
04. Dead Souls
05. Komakino
06. Incubation
07. Atrocity Exhibition
08. Isolation
09. Passover
10. Colony
11. Means To An End
12. Heart And Soul
13. Twenty Four Hours
14. The Eternal
15. Decades
16. Love Will Tear Us Apart
17. These Days

CD 3
01. Warsaw
02. No Love Lost
03. Leaders Of Men
04. Failures
05. The Drawback
06. Interzone
07. Shadowplay
08. Excercise One
09. Insight
10. Glass
11. Transmission
12. Dead Souls
13. Something Must Break
14. Ice Age
15. Walked In Line
16. These Days
17. Candidate
18. The Only Mistake
19. Chance (Atmosphere)
20. Love Will Tear Us Apart
21. Colony
22. As You Said
23. Ceremony
24. In A Lonely Place (Detail)

CD 4
(Live At The Factory)
01. Dead Souls
02. The Only Mistake
03. Insight
04. Candidate
05. Wilderness
06. She's Lost Control
07. Disorder
08. Interzone
09. Atrocity Exhibition
10. Novelty
(Live At Prince Of Wales Conference Centre, London)
11. Autosuggestion
(Live At Winter Gardens, Bournemouth)
12. I Remember Nothing
13. Colony
14. These Days
(Live At Lyceum Ballroom, London)
15. Incubation
16. The Eternal
17. Heart And Soul
18. Isolation
19. She's Lost Control

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1999 | PRESTON
(Live | 28 February 1980)

01. Incubation
02. Wilderness
03. Twenty Four Hours
04. The Eternal
05. Heart And Soul
06. Shadowplay
07. Transmission
08. Disorder
09. Warsaw
10. Colony
11. Interzone
12. She's Lost Control

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1999 | WARSAW
(Demo 1981)


01. The Drawback
02. Leaders of Men
03. They Walked in Line
04. Failures
05. Novelty
06. No Love Lost
07. Transmission
08. Living in the Ice Age
09. Interzone
10. Warsaw
11. Shadowplay
12. As You Said
13. Inside the Line
14. Gutz
15. At a Later Date
16. The Kill
17. You're No Good for Me

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2000 | THE COMPLETE BBC RECORDINGS

01. Exercise One
02. Insight
03. She's Lost Control
04. Transmission
05. Love Will Tear Us Apart
06. 24 Hours
07. Colony
08. Sound Of Music
09. Transmission
10. She's Lost Control
11. Ian Curtis & Stephen Morris Interviewed By Richard Skinner

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2001 | LES BAINS DOUCHE
(Live | 18 December 1979)


01. Disorder
02. Love Will Tear Us Apart
03. Insight
04. Shadowplay
05. Transmission
06. Day Of The Lords
07. 25 Hours
08. These Days
09. A Means To An End
10. Passover
11. New Dawn Fades
12. Atrocity Exhibition
13. Digital
14. Dead Souls
15. Autosuggestion
16. Atmosphere

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2001 | REMAINS

01. Inside the Line
02. Gutz
03. At a Later Date
04. The Kill
05. You’re No Good for Me
06. At a Later Date (live)
07. Leaders of Men
08. Walked in Line
09. Failures
10. Novelty
11. No Love Lost
12. Transmission
13. Ice Age
14. Warsaw
15. Shadowplay
16. Atrocity Exhibition
17. Something Must Break
18. Transmission
19. She’s Lost Control
20. Transmission
21. Passover (live)
22. New Dawn Fades (live)
23. Love Will Tear Us Apart

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2004 | NO MORE CEREMONIES
Live at the Lyceum Theatre, London 29-02-80

01. Incubation
02. Wilderness
03. Twenty Four Hours
04. The Eternal
05. Heart And Soul
06. Love Will Tear Us Apart
07. Isolation
08. Komakino
09. She's Lost Control
10. These Days
11. The Atrocity Exhibition

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2005 | LET THE MOVIE BEGIN
(Live)


01. Love Will Tear Us Apart
02. Ian Curtis Interview
03. Leaders Of Men
04. Steve Morris & Ian Curtis Interview
05. Failures
06. Ian Curtis Interview
07. Novelty
08. Martin Hannett Interview
09. New Dawn Fades
10. Ian Curtis Interview
11. Ice Age
12. Steve Morris & Ian Curtis Interview
13. Shadowplay
14. Ian Curtis Interview
15. Passover
16. Martin Hannett Interview
17. Transmission
18. Steve Morris & Ian Curtis Interview
19. At A Later Date
20. Ian Curtis Interview
21. Digital
22. Bernard Sumner Interview
23. Colony
24. Ian Curtis Interview
25. Auto Suggestion
26. Dead Souls

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2008 | THE BEST OF

CD 1
01. Digital
02. Disorder
03. Shadowplay
04. New Dawn Fades
05. Transmission
06. Atmosphere
07. Dead Souls
08. She's Lost Control
09. Love Will Tear Us Apart
10. These Days
11. Twenty Four Hours
12. Heart And Soul
13. Incubation
14. Isolation

CD 2
01. Exercise One
02. Insight
03. She's Lost Control
04. Transmission
05. Love Will Tear Us Apart
06. Twenty Four Hours
07. Colony
08. Sound Of Music
09. Transmission (Something Else)
10. She's Lost Control (Something Else)
11. Ian Curtis & Stephen Morris (interviewed by Richard Skinner)

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Joy Division


FUGINDO DA REALIDADE
por: Daniel Solysko


Manchester era um lugar chato e deprimente, com filas intermináveis de conjuntos habitacionais - o lazer dividido entre comprar discos e ir ao pub, que fecha às 23h. Entre as rotas de fuga para a juventude da época estavam, além de constantes como música, drogas e moda, literatura. No final dos anos 70 um livro de bolso era vendido na Inglaterra por valores seis vezes menores que um LP.

Nesse contexto era comum ler obsessivamente, e era exatamente o que Curtis fazia, tendo entre seus escritores favoritos nomes como Jean-Paul Sartre, Dostoievsky, Nietzsche e Herman Hesse. Referências literárias abundam nas letras da banda, que citam direta ou indiretamente William Burroughs (em Interzone), Franz Kafka (Colony), Nicolai Gogol (Dead Souls) e J.G. Ballard (The Atrocity Exibithion).

Musicalmente os integrantes da banda cresceram ouvindo Bowie, Roxy Music, Lou Reed, até o punk conquistar Manchester através de shows de bandas como Sex Pistols e Clash. Especialmente marcantes na evolução da banda foram os discos da fase Berlim de Iggy Pop (seu The Idiot ambientou o suicídio de Ian Curtis) e David Bowie.

Uma das coisas mais fascinantes do período pós-punk é a quantidade de referências estéticas presentes em cada banda. Explorar o universo de um grupo a fundo era quase como freqüentar uma universidade paralela, tamanha a riqueza de detalhes. O próprio disco era visto e tratado por gravadoras como a Factory como um objeto de arte. As capas dos discos, criadas por Saville, traziam imagens simples, enigmáticas e de alto impacto, como o gráfico de pulsação de estrelas em Unknown Pleasures, as estátuas de Closer, ou ainda o monge que encara uma cadeia de montanhas enevoadas no single de "Atmosphere".

ANGÚSTIA EXISTENCIAL

Parte do fascínio e da mitologia criados em torno da figura de Ian Curtis, além da imagem do ídolo romântico que se mata aos 23 anos, se deve à angústia existencial e do niilismo presente nas letras, elementos que possuem um forte apelo universal, especialmente para quem está saindo da adolescência, o grande público em potencial das bandas de rock.

Nem sempre esses elementos são bem traduzidos em música, porém, e aí entra o grande diferencial do Joy Division: as letras não são narrativas fechadas, mas descrições abstratas de sentimentos que permitem interpretações particulares. Se a banda parece não envelhecer e o fascínio continua crescendo cada vez mais é por isso: há espaço nas letras, assim como há espaço na música. Ao contrário da maioria das bandas de rock, o som de cada instrumento é claro e distinto, e os silêncios adicionam clima e tensão.


SINGLES & EP's


1978 | AN IDEAL FOR LIVING

01. Warsaw
02. No Love Lost
03. Leaders Of Men
04. Failures


1979 | ATMOSPHERE

01. Atmosphere
02. Decades


1980 | KOMAKINO

01. Komakino
02. Incubation
03. As You Said


1980 | LICHT UND BLINDHEIT

01. Atmosphere
02. Dead Souls


1980 | LOVE WILL TEAR US APART

01. Love Will Tear Us Apart
02. These Days
03. Love Will Tear Us Apart


1980 | SHE'S LOST CONTROL-ATMOSPHERE

01. She's Lost Control
02. Atmosphere


1980 | TRANSMISSION

01. Novelty
02. Transmission


1988 | ATMOSPHERE

01. Atmosphere
02. The Only Mistake
03. Sound Music
04. Transmission (Live At The Factory, Hulme, Manchester)


1988 | ATMOSPHERE (CD's)

01. Atmosphere
02. Transmission (Live At The Factory, Hulme, Manchester)
03. Love Will Tear Us Apart


1988 | THE PEEL SESSIONS

01. Exercise One
02. Insight
03. She's Lost Control
04. Transmission


1995 | LOVE WILL TEAR US APART

01. Love Will Tear Us Apart (Radio Version)
02. Love Will Tear Us Apart (Original Version)
03. Love Will Tear Us Apart (Arthur Baker Remix)
04. Atmosphere (Original Hannet 12)
05. These Days
06. Transmission


2007 | LOVE WILL TEAR US APART

01. Love Will Tear Us Apart (Original Version)
02. Love Will Tear Us Apart (Radio Version)
03. Atmosphere


2009 | LOVE WILL TEAR US APART

A1. Love Will Tear Us Apart
B1. Transmission

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Count Basie


O pianista e maestro William "Count" Basie herdou a liderança da banda de Bennie Moten Kansas City quando Moten morreu em 1935, ele levou para a banda um swing aerodinâmico. Era uma big band que tocava com a flexibilidade e direção de um grupo pequeno.

Nela também estava incluído um núcleo de importantes solistas da história do jazz. Mas acima de tudo, a primeira banda de Basie trouxe uma nova modernidade e mobilidade ao ritmo do jazz, o que acabou abrindo caminho para o bebop.

Basie nasceu em 21 de agosto de 1904 em Red Bank, N.J., e começou a sua carreira tocando stride piano ao estilo de James P. Johnson no black theater e no circuito de vaudeville. Em 1927 ele estava em Kansas City sem dinheiro para retornar ao Leste. Ele conseguiu um trabalho no Walter Page's Blue Devils por um ano. Em 1929, Moten absorveu a maioria dos Blue Devils e foram trabalhar no sudoeste, até a sua morte em um acidente de carro.

Embora Basie não assumisse a liderança imediatamente, ele utilizou muitos músicos do Devils para montar um grupo de nove integrantes ao redor de uma seção rítmica, que além dele e Page tinha um baterista talentoso chamado Jo Jones, cujo toque mágico no címbalo deu à banda uma identidade imediata. Lester Young se uniu logo ao grupo com seu sax-tenor, e um som sem igual.

Basie se estabeleceu no clube Reno em 1936 e começou a tocar em programas de rádio freqüentemente, até que suas músicas foram ouvidas em Chicago pelo produtor e jornalista de jazz John Hammond. Hammond foi para Kansas City, começou a escrever sobre a banda de Basie na Downbeat e batalhou para que a banda fosse representada pela poderosa agência MCA. Mas seus escritos atraíram o interesse da Decca Records, e prontamente eles assinaram um contrato por dois anos.

As gravações iniciais da banda são divididas entre Decca (1937-39) com "One O'Clock Jump" e "Jumpin' At The Woodside" e a Columbia (1939-46) onde estão a maioria das obra-primas de Lester Young, como "Taxi War Dance", "Miss Thing", "Lester Leaps In", "Dickie's Dream" e "Tickle Toe". Juntos, Decca e Columbia são proprietários de um dos grandes tesouros da história de jazz.

Basie se mudou para Victor depois da guerra, mas ele tinha perdido muito dos solistas principais. Finalmente em 1950 Basie se licenciou e montou um excelente pequeno conjunto, dando um fim à sua primeira big band.

A segunda banda de Basie começou em 1952. Basie não apostaria mais seu destino na música baseada em cima de solistas. Ao invés disso, ele estruturou sua música através do trabalho de um grupo de arranjadores escolhidos a dedo. Eles tinham a missão de capturar a essência do som de Basie e passá-lo sob a forma de partituras, não dependendo mais da voz única de um solista insubstituível.

Para atingir esse som de Basie essencial foram escolhidos músicos como Neal Hefti, Benny Carter, Quincy Jones, Frank Foster e Thad Jones. Nos anos setenta foi Sammy Nestico que se tornou o guardião do som de Basie.

O resultado foi uma contínua e lenta evolução desde 1952. As primeiras gravações da banda foram com Norman Granz para o selo Clef; depois foi para a Roulette onde passou seus anos de pico entre o final de 50 e o começo de 60.

Quando Granz voltou à atividade de gravação em 1972 com a Pablo Records, isso significou um renascimento para Basie, que Granz registrou magnificamente em trio, formatos de grupos pequenos como também em banda. Umas séries de duetos com Oscar Peterson produziram momentos revigorantes de um Basie ao piano. Basie morreu em 24 de abril de 1984, de câncer, mas a sua banda continua tocando até hoje.

1999 | COUNT BASIE
Essential Masters of Jazz


01. Rock A Bye Basie
02. Fiesta In Blue
03. Ain't Misbehavin'
04. April In Paris
05. I Got It Bad
06. One O'Clock Jump
07. Every Tub
08. I Want A Little Girl
09. Broadway
10. Lester Leaps In
11. Jumpin' At The Woodside
12. Shorty George
13. Swinging The Blues
14. Sent For You Yesterday
15. 920 Special
16. Dickie's Dream
17. Out Of The Window
18. Something New
19. I Struck A Match In The Dark
20. Platterbrains
21. All Of Me
22. Feather Merchant
23. Down For Double

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domingo, 3 de dezembro de 2017

Arktis

1974 | ARKTIS

Karin Toppig - Voice
Klaus Blachut - Guitar
Klaus Gollner - Bass
Harry Kottek - Drums

Student's Idyll
Outcasted
Jeff The Fool
Rare Girl

Bônus
Is it Real
Sky Drive
Don't Hang Around

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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Django Reinhardt


Texto: Clube de Jazz

O guitarrista Django Reinhardt utilizou da sua ascendência cigana para se tornar o primeiro músico de jazz aclamado vindo da Europa. Nascido em 23 de Janeiro de 1910, em Liverchies, na Bélgica, Reinhardt cresceu em um acampamento cigano fora de Paris. Ele estudou violino, e depois um violão-banjo. Por volta de seus 13 anos, ele já era bom o bastante para tocar em Paris, e em 1922 ele começou a trabalhar profissionalmente.

Mas em 1928, um fogo na caravana mutilou os primeiros dois dedos da sua mão esquerda. Apesar da limitação, Reinhardt se reabilitou, desenvolvendo uma revolucionária técnica de dois dedos. Por volta de 1930, Reinhardt voltou a tocar, dessa vez em cafés no Montmarte enquanto absorvia o jazz das gravações americanas de Louis Armstrong, Duke Ellington, Joe Venuti e do violonista americano Eddie Lang.

Em 1934 ele conheceu o violinista Stephane Grappelli, com quem ele fundou o quinteto “Hot Club of France". O grupo alcançou aclamação internacional e no espaço de um ano gravou mais de 100 discos, incluindo sucessos do jazz, como "Dinah", "Tiger Rag", "Lady Be Good","Stardust" e "St. Louis Blues".

Entre os sucessos da dupla Reinhardt-Grappelli, estão "Djangology", "Minor Swing", “Bricktop", "Swing 39" e o hit internacional, "Nuages". Os críticos ignoraram o trabalho na época, mas agora os consideram clássicos. Muitos americanos que vieram para a Europa tocar com Reinhardt que se vestia como um príncipe cigano para lhe dar um ar de distinção.

Reinhardt se tornou rapidamente o jazzista mais importante da Europa, um fato que agitou muitos músicos americanos. Reinhardt tocou com o Quinteto até 1939, quando Grappelli se mudou para Londres para escapar da Segunda Guerra Mundial. Reinhardt viajou ao redor da Europa e África para fugir dos alemães, tocou em grandes bandas e formou um quinteto novo com o clarinetista Hubert Rostaing; Ele também compôs trabalhos sinfônicos e fez a trilha sonora para um filme de 1946, “Le Village De La Colere”.

Reinhardt fez um tour pelos Estados Unidos com Ellington em 1946, onde ele tocou com um violão amplificado pela primeira vez. Reinhardt voltou para a Europa desiludido com os Estados Unidos, e mudou o seu interesse para o bebop. Ele passou os anos restantes em Samois, França, tocando guitarra, viajando e gravando com um quinteto novo, que às vezes tinha a presença de Grappelli.

Reinhardt será lembrado por desenvolver uma voz de solo sem igual, forjada em raízes ciganas, contendo uma desenvoltura melódica combinada a um talento romântico. Reinhardt morreu de infarto no dia 16 de maio de 1953 em Fontainebleau, França.

1999 | DJANGO REINHARDT
Essential Masters of Jazz


01. Minor Swing
02. Saint-Louis Blues
03. Djangology
04. I'll See You In My Dreams
05. Swing Guitars
06. Bouncin' Around
07. Mystery Pacific
08. Sweet Chorus
09. Daphne
10. You Rascal You
11. Honeysuckle Rose
12. Nocturne
13. Sweet Georgia Brown
14. Charleston
15. Souvenirs
16. Viper's Dream
17. Nuages
18. Swing 39
19. Appel Indirect
20. Improvisation

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

The Cranberries


The Cranberries é uma banda de rock formada em Limerick, Irlanda, em 1989. O grupo é formado pela vocalista Dolores O'Riordan, o guitarrista Noel Hogan, o baixista Mike Hogan e o baterista Fergal Lawler. Embora amplamente associado com o rock alternativo, o som da banda também incorpora indie pop, post-punk, folk e elementos de dream pop.

O Cranberries ganhou fama internacional nos anos 90 com seu álbum de estreia, Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We?, que se tornou um sucesso comercial após ganhar atenção da mídia nos Estados Unidos. Foi uma das bandas de rock mais bem sucedidas dos anos 90 e vendeu mais de 40 milhões de álbuns em todo o mundo.

A banda alcançou quatro top 20 álbuns na Billboard 200 (Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We?, No Need to Argue, To the Faithful Departed e Bury the Hatchet) e oito top 20 singles na Modern Rock Tracks "Linger", "Dreams", "Zombie", "Ode to My Family", "Ridiculous Thoughts", "Salvation", "Free to Decide" e "Promises").

No início de 2010, após um hiato de seis anos, o Cranberries se reuniu e começou uma turnê norte-americana, seguida por shows na América Latina e Europa. Em abril e maio de 2011, gravou seu sexto álbum de estúdio, Roses, lançado em fevereiro de 2012. Após o lançamento de Roses, a banda entrou em uma nova turnê, a qual passou pela Ásia e Oceania.

Noel e Mike Hogan, dois irmãos de Limerick, criaram a banda em 1989 e poucos meses depois, Fergal Lawler entra para o projeto cujo nome original era The Cranberry Saw Us, o saw us fazendo um trocadilho com sauce, molho em inglês (vale lembrar que cranberry é uma fruta típica da ilha irlandesa, no Brasil essa fruta é conhecida como oxicoco). Dolores O'Riordan fez o teste e ganhou o papel de vocalista principal, compondo a letra de "Linger". Sua voz é um elemento importante da sonoridade da banda.

Sua fita demo feita em casa teve bom resultado localmente e a banda logo gravou uma fita demo que ganhou muito interesse popular e da crítica. Após uma variedade de ofertas de gravadoras, decidiram assinar com a Island Records. Após um single inicial de pouco sucesso, abandonaram seu empresário. Seu segundo single, "Linger", e álbum de estréia, Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We?, tornou-se um grande sucesso nos Estados Unidos e logo depois no Reino Unido. O single "Dreams" também tornou-se um sucesso, alcançando a 14ª posição nas paradas dos EUA.

Em 1994, O'Riordan casou-se com Don Burton, o gerente de turnê da banda. A posição de O'Riordan como líder da banda estava causando tensões dentro do grupo enquanto gravavam No Need to Argue, outro álbum de sucesso que incluía "Zombie", um protesto sobre a violência entre extremistas protestantes e católicos na Irlanda do Norte na época do conflito norte-irlandês. O álbum trouxe à banda imensa popularidade na Europa e Estados Unidos.


No meio de boatos sobre a iminente saída de O'Riordan da banda, o álbum To the Faithful Departed foi lançado, que vendeu bem apesar da crítica não ter gostado e também não atingiu o mesmo sucesso do álbum anterior. Nos próximos anos, a banda cancelou uma grande turnê programada e boatos de uma separação surgiram novamente. Eles lançaram Bury the Hatchet, com opiniões variadas da crítica, em 1999.

Em 2001, lançaram Wake Up and Smell the Coffee recebendo opiniões como "a magia está de volta". O álbum estreou na 46ª posição nas paradas dos EUA. A banda parecia estar de volta.

Uma coletânea de grandes sucessos, Stars - The Best of 1992-2002 foi lançada em 2002, junto de um DVD com os videoclipes da banda.

No entanto, em 2003 a banda anunciou que iria tomar algum tempo para suas carreiras individuais. Mais cedo naquele ano, O'Riordan tinha cantado a canção principal do filme A Paixão de Cristo, "Ave Maria", e tinha até composto uma canção para o filme Evilenko. O novo projeto de Noel Hogan é Mono Band. Em maio de 2007 foi lançado o álbum Are You Listening?, escrito integralmente por Dolores O'Riordan. As doze faixas são descritas por Dolores como um registro de suas experiências nos últimos anos, um diário íntimo transformado em canções.

Após a turnê de Dolores O'Riordan pelo mundo ao longo de sete meses e das novas produções da banda Arkitekt (Noel Hogan), o antigo produtor do The Cranberries, Stephen Street, decidiu lançar um álbum com músicas gravadas durante o ano de 2003 para o sétimo álbum do grupo, fato que não ocorreu devido a pausa dos integrantes no mesmo ano.

O próximo álbum então foi colocado em espera, após doze anos de turnês e promoção, com a venda total de álbuns da banda excedendo 42 milhões.

Em 27 de fevereiro de 2012, após 10 anos sem nenhum trabalho lançado, a banda lança Roses, seu sexto trabalho de estúdio, pela Downtown Records/Cooking Vinyl nos Estados Unidos e em Cooking Vinyl mundial. O álbum foi produzido por Stephen Street e gravado em maio de 2011 em Toronto e Londres. O primeiro single do álbum foi "Tomorrow".

Texto |

1993 | EVERYBODY ELSE IS DOING IT, SO WHY CAN'T WE?

01. I Still Do
02. Dreams
03. Sunday
04. Pretty
05. Waltzing Back
06. Not Sorry
07. Linger
08. Wanted
09. Still Can't...
10. I Will Always
11. How
12. Put Me Down

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1994 | NO NEED TO ARGUE

01. Ode to My Family
02. I Can´t Be With You
03. Twenty One
04. Zombie
05. Empty
06. Everything I Said
07. The Icicle Melts
08. Disappointment
09. Ridiculous Thoughts
10. Dreaming My Dreams
11. Yeat´s Grave
12. Daffodil Laments
13. No Need to Argue

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1996 | TO THE FAITHFUL DEPARTED

01. Hollywood
02. Salvation
03. When You're Gone
04. Free To Decide
05. War Child
06. Forever Yellow Skies
07. Rebels
08. I Just Shot John Lennon
09. Electric Blue
10. I'm Still Remembering
11. Will You Remember
12. Joe
13. Bosnia

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1999 | BURY THE HATCHET

01. The Cranberries
02. Loud And Clear
03. Promises
04. You And Me
05. Just My Imagination
06. Shattered
07. Desperate Andy
08. Saving Grace
09. Copycat
10. What's On My Mind
11. Delilah
12. Fee Fi Fo
13. Dying In The Sun
14. Sorry Son

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2001 | WAKE UP AND SMELL THE COFFEE

01. Never Grow Old
02. Analyse
03. Time Is Ticking Out
04. Dying Inside
05. This Is The Day
06. Concept
07. Wake Up And Smell The Coffee
08. Pretty Eyes
09. I Really Hope
10. Every Morning
11. Do You Know
12. Carry On - Dolores O'riordan
13. Chocolate Brown
14. Salvation
15. In The Ghetto

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2002 | STARS - THE BEST OF 1992-2002

01. Dreams
02. Linger
03. Zombie
04. Ode To My Family
05. I Can’t Be With You
06. Ridiculous Thoughts
07. Salvation
08. Free to Decide
09. When You’re Gone
10. Hollywood
11. Promises
12. Animal Instinct
13. Just My Imagination
14. You And Me
15. Analyse
16. Time Is Ticking Out
17. This Is The Day
18. Daffodil Lament
19. New New York
20. Stars

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2012 | ROSES
(Special Benelux Edition)


CD 1 | ALBUM
01. Conduct
02. Tomorrow
03. Fire & Soul
04. Raining In My Heart
05. Losing My Mind
06. Schizophrenic Playboy
07. Waiting In Walthamstow
08. Show Me
09. Astral Projections
10. So Good
11. Roses

CD 2 | LIVE IN MADRID
01. Analyse
02. Animal Instinct
03. How
04. Linger
05. Dreaming My Dreams
06. When You're Gone
07. Wanted
08. Salvation
09. Desperate Andy
10. I Can't Be With You
11. Ode To My Family
12. Free To Decide
13. Ridiculous Thoughts
14. Zombie
15. Shattered
16. Promises

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